Resenha

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  • Publicado : 7 de setembro de 2011
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Era uma vez, uma pobre menina moça, que vivia na casa de uma velha muito má, Rosilda, mulher solitária, desalmada, rabugenta de olhos tristes, mãos trêmulas, cabelos embaraçados e vozgasguita, que não parava de gritar: - Mariazinha, sua preguiçosa, sai dessa janela e vai fazer o café, tá na hora sua peste! Mariazinha, na sua adolescência despontada em seus cabeloslongos na cintura, rosto angelical, de olhos pretos arredondados, jabuticaba madura, grelados pra o mundo exterior, no vazio da vida por ter sua infância perdida e escravizada por Rosilda, semnenhuma oportunidade de dias melhores, pulava da janela a responder gritando: - Já vou, já vou... já tô indo! Enxugando as lágrimas do rosto, partia para cozinha de encontro à velharabugenta e aos seus a fazeres, resmungando: - Um dia isso acaba e eu me livro dessa velha.
Mariazinha sucumbida de seus sonhos, desesperançosa, semoportunidade para ter uma vida digna, encontrar uma saída, e, diante daquela pequena janela do seu minúsculo quarto, do terceiro andar da velha casa mal acabada, sem cor e sem alegria; recorda tudoo que vivera, até ali. A infância roubada, enclausurada por Rosilda, sem piedade e compaixão. Seu pensamento, em asas, essas já decepadas? Anjo cotó, lacrimejando em soluços, buscando asolução para todo esse sofrimento. Ouvir a voz gasguita, sem trégua, chamando-a o tempo todo, como calar e finalizar tal suplício? A morte rodeava como resposta a galope.Silêncio de mais uma noite inquieta, nebulosa, quartinho de pouca luz, total penumbra, passos lentos, decididos... Vidros em estilhaços, janela quebrada, asas inexistentes,corpo ao chão do jardim frio e sombrio. Morria a infância, morria os sonhos. Solução impiedosa, e agora? Uma velha má, e mais solitária, sem culpa. Quem manda querer voar sem asas?
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