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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE – UFAC

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS – CFCH

CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA



















RESENHA

A ESCRAVIDÃO NA ÁFRICA























RIO BRANCO

2013

RAIMUNDA COSTA













RESENHA

A ESCRAVIDÃO NA ÁFRICATrabalho apresentado à professora Dra. Tereza Almeida Cruz, como requisito de avaliação da disciplina História da África, do 8º período do curso de Licenciatura em História da Universidade Federal do Acre.













RIO BRANCO

2013

A Escravidão na África

Raimunda Costa de Matos



LOVEJOY, Paul E. A Escravidão na África: uma história de suastransformações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

Falar sobre escravidão não é um trabalho muito fácil, pois apesar do termo ser usado de uma forma generalizada, sabemos que a escravidão teve suas múltiplas facetas e que ocorreu de formas diferentes em várias épocas e lugares. E dentro desse contexto de peculiaridades é que Paul E. Lovejoy aborda a escravidão na África de umamaneira bem sucinta destacando suas particularidades no decorrer de todo um processo historiográfico.

Paul E. Lovejoy, é naturalizado canadense e um dos mais reconhecidos historiadores africanistas. É professor na York Universit, Toronto, Canadá, onde ocupa a cátedra de História da África e da Diáspora Africana e dirige o Harriet Tubman Resource Centre on the África Diáspora. É umestudioso da História Econômica, enfocando a escravidão africana e sua diáspora, especialmente no Sudão Central. (www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg20-1pdf).

Em sua obra, “A Escravidão na África: uma história de suas transformações” o autor procura apresentar uma visão panorâmica da escravidão na África analisando os vários processos da mesma, ressaltando que a escravidão foi umfenômeno da história, que esteve presente em muitos lugares, desde a antiguidade clássica à épocas muito recentes e, mostra a África não somente como uma fornecedora de escravos, mas também como uma das regiões onde a escravidão era bastante comum, destacando ainda que na África a escravidão durou até o século XX, bem mais do que nas Américas, ele analisa também o desenvolvimento e a expansão daescravidão na África, observando as transformações que ocorreram nessa região com a presença dos muçulmanos e dos europeus, já que estes, interessados em expandir suas culturas, fizeram com que os africanos criassem meios de resistências para combater suas influências.

O autor faz uma rápida definição da palavra escravidão definindo-a como uma forma de exploração que incluía entre suascaracterísticas a ideia de que os escravos eram uma propriedade, bens móveis, e como tais podiam ser comprados e vendidos de acordo com a necessidade e vontade de seus donos e que estes podiam exercer a coerção da maneira que bem entendessem sem que nenhuma instituição religiosa ou alguma unidades de parentesco exigisse algum direito à esses escravos como pessoas perante a lei, embora muitasvezes o fato desses escravos também serem seres humanos fosse reconhecido e que a escravidão era usada com meio de negar aos estrangeiros os direitos e privilégios de uma determinada sociedade, para que desse modo pudessem ser explorados de forma econômica, política e social ressaltando ainda que a escravidão estava fundamentalmente ligada ao trabalho e que uma característica peculiar à escravidãoera a absoluta falta de opção por parte dos escravos que estavam subordinados aos caprichos de seus senhores, o que significava que a estes podia ser atribuída qualquer tarefa na sociedade ou na economia.

Em relação ao mundo islâmico, o autor ressalta que, nos séculos VIII, IX e X, este tornou-se o grande herdeiro dessa longa tradição de escravidão, baseando-se em sociedades que...
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