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  • Publicado : 6 de novembro de 2012
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INTRODUÇÃO

O autor inicia o seu texto falando sobre a concepção do que vem a ser o tempo para os atores sociais ao longo do tempo, ressaltando que o tempo é visto como um elo de interação das relações entre um período e outroe das relações de um ser para com o outro. Segundo Rust (2008), é através do tempo e dos acontecimentos decorrentes dele que os homens constroem a sua história e a história de mundo que conhecemos. O tempo é o grande elo de construção das personalidades individuais, coletivas e da própria existência da sociedade.



DESENVOLVIMENTO

Conforme o autor, as representações do tempo na IdadeMédia no século XX eram estudadas pelos filósofos e psicólogos e só começou a ter visibilidade na historiografia a partir da interferência de Jacques Le Goff. Com os estudos de Le Goff, o tempo passou a receber uma conotação mais pesada e menos inocente, pois esse autor trouxe á tona aspectos relacionados ao tempo que envolve a luta de poderes, de dominação, de controle e de ambições. Segundo Rust(2008) Le Goff ofereceu importantes contribuições sobre as representações do tempo como modalidade de interação humana. As representações do tempo são possíveis graças aos fatores historicamente construídos.

Com seus estudos Le Goff conseguiu renovar a investigação historiográfica e demonstrar em um artigo intitulado “Na Idade Média: Tempo da igreja e tempo do mercador” que durante a Idade Médiaduas concepções se chocavam. A primeira, denominada de O tempo da igreja, concebida por teólogos e filósofos cristãos e a segunda denominada de O tempo do mercador, manipulado pelos mercadores. Para o clérigo medieval, o tempo não tinha um valor em si mesmo, mas recebia importância quando se tratava de algo ligado á igreja por um lado o tempo era considerado uma esteira de salvação e santidade epor outro era visto como promotor da dissipação carnal, já para o mercador, o tempo era tido como algo profano, que podia ser mensurável e controlável, utilizado para gerar lucros.

Por fim a igreja no encontro das duas temporalidades permite ao mercador juntar o tempo de trabalho á espiritualidade cristã. Le Goff assinala que no século XIV há a passagem do tempo medieval para o moderno,período em que o tempo da igreja perde espaço para o tempo do mercador, evidenciando o aspecto financeiro e materialista sobre a religiosidade.



História & Vida Integrada. Nelson & Piletti Editora Ática. 2ª. ed. SP. 2005. pp. 9 a 68. História Medieval



Nesse livro os autores concordam com Rust (2008) ao fazer referência á igreja católica e á forma como esta fazia uso das representações dotempo. Nesse sentido, os autores abordam o poder que a igreja católica possuía na Era Medieval e o uso que fazia desse poder.

A igreja católica Possuía muitos terrenos (poder econômico), influenciava nas decisões políticas dos reinos (poder político), interferia na elaboração das leis (poder jurídico) e estabelecia padrões de comportamento moral para a sociedade (poder social). O tempo para aigreja católica podia ser representado de diferentes modos e obedecer á diferentes padrões da igreja.

De um lado o tempo era para os homens medido e mensurável com vistas á comercialização e para a igreja, inicialmente como o tempo de dedicação ao sagrado, que posteriormente passou a ser empregado também visando o financeiro.Rust (2008) não faz referência aos demais aspectos da Era Medieval comoo feudalismo na Europa, o Império Carolíngio, a cultura europeia medieval, as Cruzadas, o comércio e as cidades transformam a Europa e a centralização do poder nas monarquias europeias.

O autor faz uso de imagens que apontam para as diferenças entre o período medieval e a atualidade, há também a presença de vários recursos didáticos como mapas, fotos e pinturas o que reafirma as questões...
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