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A VOCAÇÃO ESPIRITUAL DO PASTOR

Por Paulo Honorato Pereira

PETERSON, Eugene. A vocação espiritual do Pastor: redescobrindo o chamado ministerial. Traduzido por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto. São Paulo: Mundo Cristão, 2006.

EUGENE PETERSON nasceu em 1932, no estado de Washington (EUA), graduou-se pelo Seminário Teológico de Nova York e pela Universidade Hopkins. Em 1962, fundou a IgrejaPresbiteriana Cristo Nosso Rei, em Maryland. Em 1991, ingressou no Seminário de Pittsburgh como autor residente, e a partir de então, passou a dedicar mais tempo ao ensino e à literatura. Em janeiro de 1993 tornou-se docente no prestigiadíssimo Regent College, em Vancouver, no Canadá, onde atualmente é professor emérito de Teologia da Espiritualidade. Além de escritor e poeta, Peterson se dedica àtradução da Bíblia. Sua obra vasta e muito elogiada inclui uma paráfrase contemporânea da Bíblia intitulada The Message (A Mensagem). É ainda autor de best-sellers como: Corra com os Cavalos e Transpondo Muralhas. Além de vários livros para pastores: O Pastor que Deus Usa, O Pastor Desnecessário, Um Pastor Segundo o Coração de Deus e O Pastor Contemplativo.
A mensagem central do livro, emquestão, é um chamado a busca do pastorado como chamado vocacional e ministerial e não apenas como formação de liderança religiosa profissional. Traz uma reflexão acerca dos principais problemas enfrentados pelos pastores, conseqüentemente pelas igrejas que pastoreiam, ao longo do ministério pastoral. Busca de forma profunda e intensa à volta ao chamado da vocação pastoral em oposição a uma carreiraprofissional bem sucedida. A nova imagem do líder religioso contemporâneo vem corrompendo o verdadeiro chamado pastoral, os líderes estão mais ocupados com as estruturas administrativas, que com a integridade do serviço pastoral, atualmente bastante confundido com aconselhamento psicológico.
No primeiro capítulo o autor se encontra num conflito entre a fé pessoal e o chamado pastoral, o que pareciatão evolutivo se torna em determinado momento antagônico. Ele percebeu em sua busca por respostas, que estas estavam dentro dele. Ao rever suas ambições pessoais e seu chamado, percebe que o chamado pastoral genuíno é o mais difícil caminho a ser percorrido. Ele cita várias dificuldades enfrentadas em virtude das expectativas pessoais que envolvem seu chamado ao pastorado. Nesse aspecto o autor citaa história de Jonas e sua viagem, suas escolhas, fazendo um paralelo entre as decisões pastorais e as do profeta, em busca de seus ideais.
Para o autor, a busca por uma vida de sucesso (estilo de vida americano), uma ótima carreira, segurança financeira, reconhecimento pessoal é um encontro com a sonhada Tarsis, não obstante, é nada além de um sepulcro caiado.
Certamente a vocação pastoralpregada atualmente é uma posição de poder e status, onde as multidões e os milagres são os alvos. Ao se confrontar com as suas experiências de pastorado o autor afirma que a vocação espiritual não é glamorosa e Tarsis é uma mentira, a fuga não resolve o problema. Tem-se muitas vezes uma visão distorcida e romântica do pastorado, onde os números, a quantidade e a arrecadação, são o alvo principal eonde “os fins justificam os meios”.
Segundo o autor, com um bom marketing pessoal, boa oratória e recursos adequados, facilmente pode se tornar um pregador das multidões. Basta manter-se no superficial, apresentar uma mensagem de auto-ajuda, sucesso, uma religiosidade vazia, fácil e cheia de receitas miraculosas, que devem ser apregoadas em alto e bom som. Não se faz necessário envolvimento e nemtão pouco relacionamentos profundos, basta seguir a “receita”. Nas palavras do autor estamos na “sociedade do descartável”, e o importante é o que vou “lucrar” com isso, quais os benefícios?
Na verdade, é preciso respeitar as pessoas conhecê-las e também conhecer o meio no qual elas estão inseridas, seu modo de vida, seus valores, sua cultura, é preciso olhar para elas e não através delas,...
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