Resenha o tempo saquarema

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  • Publicado : 1 de novembro de 2011
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1 Referência bibliográfica
O objeto de análise descritiva e crítica é o capítulo ll da obra de Ilmar Rohloff de Mattos O tempo Saquarema e a formação do Estado Imperial.

2 Apresentação do autor e da obra

Ilmar Rohloff de Mattos é um historiador especialista em história do Brasil com ênfase na história social. O livro foi o resultado da tese de doutorado de Ilmar Rohloff deMattos, que foi apresentada ao Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1985. No ano seguinte recebeu o Prêmio Literário Nacional, na categoria obras inéditas, do Instituto Nacional do Livro. Atualmente o autor é professor de graduação e pós-graduação da PUC – Rio e realiza vários estudos acerca da história do Brasil, em especialsobre o século XIX, abordando também temas como a educação.

3 Luzias e Saquaremas: Liberdades e Hierarquias

Na apresentação de sua obra o autor nos mostra como intróito um provérbio imperial que dizia ser nada tão parecido com um saquarema como um luzia no poder, ou seja, Ilmar quer nos mostrar de forma ímpar, por assim dizer, que o olhar não pode ser somente pela semelhança dosgrupos políticos ou a tentativa de efetuar uma comparação em busca de uma igualdade, mas sim o da diferença de tais grupos,além é claro, indo pelo caminho da construção a partir do movimento daqueles que se apresentavam como os autores privilegiados do drama imperial.
Na apresentação, o autor deixa pistas de suas inquietações e de como pensou e desenvolveu o trabalho. O livro está dividido em trêscapítulos onde o autor privilegia como objeto de pesquisa, o estudo sobre um grupo conservador conhecido como Saquaremas, sem, no entanto, furtar-se de também analisar os Luzias. Foi levantada a hipótese de que com o conhecimento das idéias liberais, importadas de uma Europa “civilizada”, os saquaremas articularam, produziram e consolidaram um Estado Imperial, assim como uma classe senhorial.Assim, o autor busca chegar a conclusões distintas recuperando as circunstâncias de como surgiram as denominações luzia e saquarema, isto é, através do Clube dos Patriarcas Invisíveis e pelo local da derrota dos liberais mineiros para as forças do Barão de Caxias no combate de Santa Luzia. Já a denominação Saquarema foi em alusão ao município fluminense onde o grupo favorável à centralização dopoder reunia-se, além de ser o reduto de um de seus líderes o Visconde de Itaboraí.
Foi na escolha de seus objetivos que Ilmar garante o caráter inédito do trabalho, pois procurou compreender, os processos de construção do Estado imperial e de constituição da classe senhorial, nos termos de uma restauração e de uma expansão, além de demonstrar a relação necessária, mas não natural, entre ambos osprocessos. Ilmar recorre a uma postura teórica situada no campo da história político-social, se distanciando da historiografia, produzida até então, que difundia a idéia de continuidade e que explicava esse período apenas pelo viés econômico, ignorando os conflitos e confrontos políticos.
O autor usou os conceitos de Estado Imperial e classe senhorial, articulados por um conceito de direçãosaquarema, ou seja, de forma salutar Ilmar salienta que o conceito de Estado Imperial não está relacionado a um poder vertical ou a um Estado oprimindo um povo, e sim como um mecanismo usado pela direção saquarema para impor uma ordem no espaço da futura “nação brasileira”. E o conceito de classe senhorial está ligado “as experiências” e “conclusões” que um determinado grupo teria vivido, experimentado eprocurado promover para manter uma manutenção do que consideravam como ordem.
Observamos, porém que o autor não privilegiou um espaço no texto para as análises de fontes, de questões teóricas e mesmo das discussões historiográficas. Antes disso, contudo, optou por deixar que o leitor percebesse o desdobramento dessas discussões ao longo da leitura do livro.
Se o discurso é antes um lugar...
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