Resenha: o evangelho e a diversidade das culturas: um guia de antropologia missionária

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  • Publicado : 20 de novembro de 2012
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Paul G. Hiebert, O Evangelho e a Diversidade das Culturas: Um guia de antropologia missionária (São Paulo: Edições Vida Nova, 1999) 307 pp. Trabalho traduzido do original inglês Anthropological Insights for Missionaires (1985).

O livro de Paul G. Hiebert: O Evangelho e a Diversidade das Culturas, revela a preocupação do autor com o relacionamento dos missionários com culturasdiferentes da sua e o que este relacionamento pode gerar nas pessoas de diferentes culturas, como também nele mesmo, se os fatores culturais forem desconsiderados. O livro é apresentado em quatro partes com o objetivo de esclarecer e orientar a todos interessados em missões.na questão do cuidado quanto ao relacionamento e envolvimento com outras culturas.
Em sua primeira parte, Hiebert abordandoo Evangelho e as Culturas Humanas, nos mostra a necessidade de não só conhecer a mensagem bíblica como também de conhecer o contexto cultural onde esta mensagem será pregada para poder se construir pontes onde a mensagem bíblica se torne relevante, pois segundo Hiebert, “Uma teologia cristã tem um pé na revelação e outro no contexto histórico e cultural daqueles que ouvem a mensagem”.Entretanto não se esquecendo de três princípios básicos: 1) O Evangelho deve ser separado para todas culturas humanas; 2) O Evangelho deve ser expresso em formas culturais e; 3) O Evangelho propõe mudanças para todas as culturas.
Em sua segunda parte, Hiebert salienta as diferenças culturas e o missionário apresentando pelo menos três questões importantes: 1) o choque cultural, que atinge grandeparte das pessoas que se envolvem profundamente em uma nova cultura. O choque cultural produz alguns sintomas: a) Aumento do Estresse; b) Doenças Físicas; c) Depressão Psicológica e Espiritual; 2) Etnocentrismo, que é uma reação normal das pessoas que se confrontam com outras culturas pela primeira vez. A compreensão do etnocentrismo é que para nós, as pessoas de outras culturas sãoprimitivas, por isso, são taxadas de incivilizadas; 3) A cosmovisão americana, que por ter sido moldada profundamente pelo cristianismo, faz com que o missionário muitas vezes apresenta um evangelho marcado pelo cultura americana e não pelos princípios bíblicos.
Na sua terceira parte, Hiebert expõe as diferenças culturais e a mensagem. Neste contexto ele enfatiza a importância da comunicação coma seguinte pergunta: “Como podemos traduzir o evangelho para novas formas culturais e comunicá-los com eficiência?” Outra pergunta que ele faz é: “Como evitarmos a perda de significados ou a adição de significados não-intencionais na tradução da Bíblia ou neste caso na pregação e no ensino?”. As paramensagens, segundo ele, exerce um papel importante nas missões e na pregação do Evangelho, poiscomo Hierbert afirma: “podemos dizer que amamos as pessoas, mas as nossas paramensagens podem proclamar em alta voz que não podemos suportá-las”. Outro fato que ele aborda é a questão da contextualização, que pode ser crítica, acritica ou mesmo rejeitada. A contextualização critica, é aquela em que as velhas crenças e costumes não são rejeitados nem aceitos sem um exame sério que seja feito àluz das verdades contidas na Palavra de Deus. A contextualização acritica, em que “os velhos hábitos culturais são vistos como basicamente bons, e poucas ou nenhuma mudança é necessária quando as pessoas se tornam cristãs”. Ele expõe também o que chama de Autoteologia. O que é isto? É uma teologia transcultural. Quais são as características desta teologia? Segundo ele são três ascaracterísticas: a) biblicamente fundamentada; b) supracultural; c) histórica e cristológica. Ele procura justificar esta teologia com pelo menos duas perguntas que deve ter um sim como resposta: 1) As igrejas jovens têm o direito de ler e interpretar por si mesmas as Escrituras? 2) As igrejas de outras culturas têm o direito de entender e aplicar o evangelho em seus próprios ambientes?
Na quarta e...
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