Resenha o direito de se alfabetizar na escola

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  • Publicado : 18 de janeiro de 2013
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Programa de Formação de Professores Alfabetizadores
O direito de se alfabetizar na escola
Um pouco de história
Há um pouco mais de dois séculos ,em 1789,na França nasceu o modelo escolar de alfabetização.A partir de então “crianças são transformadas em alunos,e aprender a escrever se sobrepõe a aprender a ler,ler agora se aprende escrevendo.
Foram divididos em três períodos o debate e ainvestigação em relação a alfabetização:
No primeiro período aproximadamente na primeira metade do século, buscava-se o melhor método para ensinar a ler, com base na suposição de que a ocorrência do fracasso se relacionava com o uso de métodos inadequados. A discussão mais confrontante travou-se entre os defensores do Método global e os do Método fonético.No Brasil essa discussão caiu em desuso apartir da difusão do método que,na época foi identificado como “misto ” – nada mais que a nossa cartilha,baseada em uma analise e síntese estruturada a partir de um silabário.
No segundo período no alto dos anos 60,a discussão das ideias sobre alfabetização,foi voltada em torno da questão do fracasso escolar.Muito dinheiro foi investido em pesquisas para tentar compreender o que havia de errado comas crianças que não aprendiam.Buscava-se no aluno a própria razão do seu fracasso, teorias hoje conhecidas como “teorias do déficit”.Supunha-se que aprendizagem dependia de pré requisitos (cognitivos,psicológicos,perceptivos-motores,linguísticos...) e por não dispor dessas habilidades certas crianças fracassavam.O fato do fracasso concentrar-se mais nas crianças de família pobre era explicado poruma suposta incapacidade das famílias proporcionarem estímulos adequados a essas crianças.
Como “remédio” para esse fracasso que era tratado como se fosse uma doença, foram criados exercícios de estimulação, um conjunto de atividades para verificar e principalmente medir a maturidade.
O terceiro período por volta dos anos 70, foi marcado por uma mudança de paradigma. Ao invés de tentar descobrirporque as crianças não aprendiam, começou-se a tentar compreender como aprendem os que conseguem aprender a ler e escrever sem dificuldade, e principalmente o que pensam a respeito da escrita os que ainda não se alfabetizaram.
Um intenso trabalho coordenado por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, desencadeou intensas mudanças na maneira dos educadores brasileiros compreenderem a alfabetização,sendoassim necessário rever as concepções nas quais se apoiava a alfabetização.
A escola tem fracassado na sua tarefa de garantir a alfabetização aos alunos.Num primeiro momento porque o acesso a escola não estava assegurado a todos e depois porque a escola não conseguiu e ainda não consegue ensinar efetivamente todos os alunos a ler e escrever.
A falta de explicações para as causas do fracasso daescola em alfabetizar todos os alunos fez com que essa responsabilidade fosse a eles atribuída e a “carência cultural” acabou por levar a crer que a possibilidade dos indivíduos aprenderem, teria direta relação com a sua condição econômica,social e cultural.
Muitas crianças da 1ª série do ensino fundamental eram reprovadas e o país acabou por se acostumar com essas ideia e aceita-lá como umfenômeno natural.Mas se é verdade que esses alunos chegam a escola sem muita intimidade com os usos sociais da escrita e com os textos escritos,também é verdade que eles trazem um repertório de saberes que crianças e jovens de classe media e alta não possuem,saberes que não são valorizados e nem validados do ponto de vista pedagógico.Quando eles não sabem o que se espera,é preciso ensiná-los.
A partirdos anos 80 começou a haver uma maior conscientização sobre o fato de que as oportunidades de participação em praticas sociais de leitura e escrita contribuem decisivamente para o repertório de conhecimentos linguísticos das crianças,o que de forma indireta,determina o tempo necessário à alfabetização,surgindo assim a organização da escolaridade em ciclos.
Defender a organização da escolaridade...
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