Resenha a didática em questão

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB


AUTORIZAÇÃO: DECRETO Nº92937/86, DOU 18.07.86 – RECONHECIMENTO: PORTARIA Nº909/95, DOU 01.08.95


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS

CAMPUS UNIVERSITÁRIO Dr. SALVADOR DA MATTA
IPIAÚ-BA



CANDAU, Vera Maria. A Didática em Questão. 21ª Edição. Vozes. Petrópolis 2002.Jurnier Costa Pereira[1]

A didática em questão[2]

Vera Maria Candau é professora titular da PUC/Rio e licenciada em Pedagogia. Realizou estudos de pós-graduação na Bélgica (Universidade de Louvain) e na Espanha (Universidade de Madri), onde obteve o título de Doutor em Filosofia (área: Pedagogia).
Foi Diretora do Departamento de Educação daPUC/RJ e atualmente é coordenadora dos programas de pós-graduação da área de Ciências Humanas desta universidade. É pesquisadora e também dedica-se ao ensino nas áreas de metodologia didática, formação de profissionais de educação e tecnologia educacional. É autora de diversos trabalhos científicos, entre os quais o primeiro livro de autor brasileiro sobre Ensino Programado.
Esta obrareúne os trabalhos mais importantes apresentados no Seminário A Didática em questão, uma promoção do Departamento de Educação da PUC/ RJ conjuntamente com o CNPq, de 16 a 19 de novembro de 1982. A autora pretende promover o debate sobre a prática educativa e fazer uma revisão crítica do ensino e da pesquisa em Didática, buscando alternativas para os problemas vividos pelos profissionais da área. Assim,este trabalho propõe o aprofundamento da análise da didática na formação dos educadores.
O papel da didática, antes considerado de extrema importância para a educação vem atualmente sendo contestado. O seu conhecimento vem sendo acusado de inócuo e prejudicial: Alguns professores de grau mais elevado consideram o conteúdo suficiente para formar bons professores e responsabiliza aDidática pela alienação quanto ao significado do seu trabalho.
Para Candal o processo ensino-aprendizagem tem como ponto de partida a multidimensionalidade, portanto deve ser analisado articulando as dimensões humana, técnica, e político-social. Candau traça a trajetória do “humanismo moderno” que predominou na educação brasileira com o movimento escolanovista de 1945 a 1960(p 18): O ensino se centrana dimensão técnica do processo de ensino-aprendizagem, sem levar em consideração os condicionamentos sócio-econômicos e estruturais da educação. . A dimensão técnica da prática pedagógica, objeto próprio da didática, tem que ser pensada á luz de um projeto ético e político-social que a oriente.
Em 1964, a educação é vinculada à Segurança Nacional e a Didática é concebida como estratégiapara alcançar a produtividade, eficiência e controle. O enfoque sistêmico é confrontado com o não-sistêmico da Didática. À partir da década de 70, criticou-se a perspectiva de até então, denunciando a falsa neutralidade do ´técnico e o desvelamento dos reais compromissos político-sociais., a afirmação de uma prática pedagógica que não seja social e politicamente orientada. Afirmar a dimensãopolítica da prática pedagógica é negar a dimensão técnica. A dimensão estrutural da educação supõe a negação do seu caráter pessoal, contrapondo competência técnica e política.
Na pág. 29, Cipriano Carlos Luckesi cita Paulo Freire e afirma que o termo formar é extremamente autoritário, o que propicia “uma educação bancária”. Lukesi diz: “a didática como vem sendo ministrada e praticada, creioeu, acentua o “senso comum ideológico dominante”. Diz ainda que para ter um papel significativo na formação do educador, a didática não deverá servir apenas de orientação mecânica e tecnológica, mas deve ser crítica e forjadora de uma prática educativa que se fará conjuntamente entre educador, educando e outros setores da sociedade. (p. 32)
Vem sendo ratificada a concepção de que a...
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