Resenha solange zotti

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Resenha:

ZOTTI, Ap. Solange. Sociedade, Educação e Currículo no Brasil – dos jesuítas aos anos de 1980. Campinas: Autores Associados, 2004.

Análise da história do currículo na educação sob a perspectiva de Solange Zotti

Solange Ap. Zotti, graduada em pedagogia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (1993) e em Artes Práticas pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (1990),mestre em Educação e Ensino pela UNC/UNICAMP (2002) e doutora em Educação pela UNICAMP (2009). Professora da Fundação Universidade do Contestado e Coordenadora Pedagógica da Cooperativa Educacional Magna - CEM. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Metodologia da Pesquisa, Didática e Filosofia da Educação, tratando de explicitar através desta obra da história do currículo na educaçãobrasileira, apontando a intencionalidade dos governantes e as razões destes agentes formadores destas propostas político-educacionais, expondo o currículo na educação brasileira em várias épocas que se estende desde o período jesuítico até a década de 80, salientando que educação brasileira atendia ao longo do tempo os interesses políticos, militares e da Igreja.
Zotti (2004) inicia seu trabalhonos trazendo o significado da palavra currículo, que vem da palavra scurrere e significa correr, como um percurso a ser realizado, mas referindo-se a curso, carreira.
A educação jesuítica (1549-1570), na época do Brasil Colônia e sob o comando de Manuel da Nóbrega, foi responsável pela catequização indígena, além de educar a elite colonizadora. Com características clássicas e humanísticasestabelece-se a hegemonia da Igreja Católica e fica claro o aprisionamento do homem, tanto o indígena quanto da elite colonizadora aos dogmas da Igreja. Em contrapartida, havia uma educação homogênea e igualitária, que trouxe uma nova identidade cultural ao Brasil colonial. Mas com a idéia de transplantar uma cultura européia portuguesa, os jesuítas foram expulsos do país e a reforma pombalina passa aquestionar o poder que a Igreja tinha até aquele momento sobre a educação. A partir deste momento, razão e a ciência passaram a direcionar os rumos do ensino, principalmente, do secundário, no intuito de preparar os filhos da elite para o comando do país, o que segue até a atualidade.
No Brasil Império, ocorre a criação de vários cursos superiores voltados para a máquina estatal, dando ênfase auma educação essencialmente voltada para a elite portuguesa, embora o discurso de caráter “nacional” se valesse quando convinha a esta classe dominante. Destacam-se a criação da Biblioteca Nacional e do Museu Real. Neste período, o país ganhava novo corpo econômico e político, mesmo assim, o povo não era a preocupação maior. Com o advento independência do país, um movimento das elites, o Brasilse torna uma nação econômica e politicamente independente de Portugal, mas até este momento, o modelo de educação jesuítica continuava a direcionar a educação no país. Somente em 1827 foram criadas as escolas de primeiras letras por todo território nacional e de escolas para meninas nas cidades e vilas mais populosas. Dessa forma, o completo descaso com a educação das primeiras letras só fez piorara qualidade de ensino nesta época.
Zotti (2004) enfatiza que a educação nacional sempre está acompanhada da dualidade entre a classe dominante e a educação do povo. Na Primeira República (1889-1930), a educação era mantida pelo Estado que continuava atendendo os interesses de uma elite dominante. O ensino enciclopédico visava à modernização da formação de uma elite, um ensino erudito, baseadono experimentalismo e na racionalidade técnica, um estudo moldado pelo verbalismo. O currículo, portanto, favoreceu o ensino de humanidades, embora em alguns momentos o ensino científico surja no intuito de modernizar a formação da elite.
No período Vargas, que está entre os anos de 1930 a 1964, a economia é a norteadora da educação do povo. A partir de 1930, a pedagogia da Escola Nova se...
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