Resenha rosavallon

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FOR A
Instituto de Ciências Humanas
DEPARTAMENTO DE HUMANIDADES
Bacharelado Interdisciplinar












Resenha




O LIBERALISMO ECONÔMICO: HISTÓRIA DA IDÉIA DE MERCADO
Pierre Rosanvallon








Astrid Sarmento Cosac - 200831052
Raquel Almeida Moreira - 200831050









2012




Esta resenha iráapresentar os principais conceitos do fragmento do livro “O Liberalismo Econômico: história da idéia de Mercado”, de Pierre Rosanvallon, onde a afirmação do liberalismo econômico traduz a aspiração ao advento de uma sociedade civil, sem mediações, auto regulada. Essa perspectiva, apolítica no sentido preciso do termo faz da sociedade de mercado um novo tipo de representação social: o mercadoeconômico e não o contrato político torna-se o verdadeiro regulador da sociedade e não somente da economia, dando início a separação de esferas específicas oriundas no contexto em questão. E visa demonstrar como a representação econômica da sociedade estaria em plena continuidade com o pensamento político e moral em voga desde o século XVII, situando-a como uma resposta aos debates em torno da Instituiçãodo social e Regulação do Social; concebendo, portanto como “uma forma de remate da filosofia política e da filosofia moral dos séculos 17 e 18.” (p. 45).


Nesse intuito o autor faz uma retrospectiva histórica, que aborda os momentos iniciais em que as idéias - que ainda hoje vigoram no cenário político e econômico - começaram a se desenvolver entre os intelectuais da época, que já noséculo XVII, encontravam-se num contexto cuja ordem social tradicional que vinha ruindo desde o século XIII, já se encontrava esvaziada de sentido frente aos imperativos por uma “sociedade laica”, cada vez mais desencantada, que objetivando dissociar a ordem social da lei divina, acabou por mudar drasticamente todo o contexto social da época, modificando até mesmo a própria imagem da sociedade comocorpo social e com isso abrindo o caminho que levou à emancipação da política face à moral e religião e a afirmação econômica da sociedade moderna.


Desde o século XVII, começa a se afirmar a ideia de que é a partir das paixões do homem e não apesar delas que é preciso pensar a instituição e o funcionamento da sociedade. A política nada mais é do que uma combinação das paixões. Seuobjetivo é compor os desejos de tal modo que a sociedade possa funcionar. A “aritmética” das paixões torna-se, a partir do século XVII, o meio de dar um fundamento sólido ao ideal de bem comum do pensamento escolástico. As paixões constituem o material sobre o qual trabalham os políticos. Do mesmo modo, a instituição original da sociedade só pode ser pensada nestes termos. Se o homem é “umacombinação de paixões diversas” como diz Mandeville, “a instituição do social só pode ser o resultado de um modo de composição necessária das paixões”.


O autor segue remontando o momento em que essa busca por explicações para além das leis divinas, levam à uma nova perspectiva de sociedade que acreditando-se auto-instituída não estaria portanto afeita à qualquer ordem exterior ao homem;demonstrando com isso como vai ganhando cada vez mais espaço, com a emancipação da política, a noção de indivíduo cada vez mais auto-suficiente; em que se concebe o “sujeito” cada vez mais distinto do corpo social, buscando compreender o indivíduo e sua natureza, colocando em pauta o debate acerca do direito natural e o grande problema da Instituição do social; do qual fizeram parte grandes nomes comoGrotius, Otto Gierke e Adam Ferguson e que mobiliza todos os filósofos dos séculos XVII e XVIII, como Hume, Hobbes, Helvétius, Locke, Smith e Rousseau entre muitos outros.


A partir de então, Rosanvallon demonstra como essa corrente de pensamento sobre a origem da sociedade, como também seu funcionamento, que desde Hobbes, já se propunha científica, para que obtivesse desse modo um...
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