Resenha os viajantes e a biogeografia

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1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
PAPAVERO, Nelson e TEIXEIRA, Dante M.: “Os viajantes e a Biogeografia” – História, Ciências, Saúde –
Manguinhos, vol. III (suplemento), 1015-37, 2001

2. INFORMAÇÕES DOS AUTORES:

Nelson Papavero possui graduação em Ciências Bioló gicas pela Universidade de São Paulo (1967) doutorado
em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade de São Paulo (1971). Temexperiência na área de Zoologia,
com ênfase em Taxonomia dos Grupos Recentes, atuando principalmente nos seguintes temas: díp tera, história,
catálogo, neotropical e Brasil.
Dante Martins Teixeira possui bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro (1979), mestrado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (19 87) edoutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Tem
experiência na área de Zoologia, com ênfase em Ornitologia, atuando, sobretudo nas seguintes linhas de
pesquisa: Ornitologia, Biogeografia, Etnozoologia, História das Ciências Naturais, Brasil Holandês, Animais nas
Artes, Animais nos Mapas e Naturalistas Viajantes.

3. RESUMO:

Os autores descrevemdois termos que utilizaram para apresentar as teorias biogeogr áficas, sendo eles:
criacionismo que é segundo eles a existência de um único centro de origem e dispersão no qual os indivíduos das
espécies de animais se dispersam para ocupar o mundo, e o traducianismo que se entende pela as existências de
múltiplos nesse caso cada espécie teria aparecido já em sua p rópria região. Sendo aprimeira teoria baseada no
traducianismo e no livro do Gênesis permanecendo mais tempo vigente, a teoria do Paraíso Terrestre.
Mas a idéia de que as espécies de animais foram levadas pela Arca de Noé não convenceu a todos, tanto é
que Santo Agostinho tentou resolver o problema das barreiras à livre dispersão dizendo que os animais que
sabiam nadar ou voar passaram às ilhas por seus próprios meios, eaqueles que tinham uma utilidade para os
homens foram por estes transportados em canoas. Aristóteles já postulava que a Terra era dividida em cinco
zonas climáticas latitudinais (duas glaciais, duas temperadas e uma zona tórrida), sendo assim sós as zonas
temperadas eram aptas para serem habitadas, e acreditava também que havia terras no h emisfério sul do globo
terrestre que garantiam certasimetria e o próprio equilíbrio do planeta. Só que o bispo Hipona recusou a aceitar a
existência de populações humanas no hemisfério sul, tendo como premissa a leitura dos textos sagrados. Assim
sendo conclui-se que por razões físicas e teológicas o hemisfério sul tinha que ser desabitado, havendo uma única
criação, o Jardim do Éden, e isto era indiscutível.
Quando foi descoberta espécies deanimais e populações humanas no hemisfério sul pelos europeus, as
teorias biogeográficas traducionistas de origem bíblica tiveram que ser revistas, e os pensadores já estavam à
procura de novas hipóteses, uma delas foi de Atlântida, uma ponte entre o Velho e o Novo Mundo, da qual
poderiam ter passado a pé enxuto os an imais descendentes dos indivíduos transportados por Noé. A outra
hipótese foiproposta por Walter Raleigh que admitia que só fosse salva na arca espécies originais, criadas por
Deus no Jardim do Éden, na semana da criação, quando foram soltas no Arara t, começaram a emigrar e
reproduzindo-se não só dentro de sua própria espécie, mas também hibridando e dando origem a novas espécies,
que iam se adaptando e herdando caracteres adquiridos conforme iam se afastando docentro de origem.

Isaac de Le Peyrère discor dou do pensamento traducianista reinante, duvidando que os animais pudessem
migrar tão amplamente como sugeria a filosofia corrente, dando uma nova era de hipóteses destinadas a explicar
a distribuição das espécies de animais nas distintas partes do mundo, onde Deus criara-as separada e
simultaneamente, cada qual em sua própria região, não havendo...
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