Resenha nascer, viver e morrer na grécia antiga

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FLORENZANO, Maria Beatriz Borba. Nascer, viver e morrer na Grécia antiga. São Paulo: Atual, 1996 (Col. Discutindo a História).

“Nascer, viver e morrer na Grécia antiga” de Maria Beatriz Borba Florenzano que possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1973), mestrado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1978) e doutorado em Ciências Sociais(Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (1986). Atualmente é Professor Titular de Arqueologia Clássica no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia Clássica, atuando principalmente nos seguintes temas: arqueologia clássica, numismática antiga, iconografia monetária antiga, a moeda como instrumentode troca e de valor na antiguidade, organização do espaço e sociedade na Grécia antiga. Atualmente é coordenadora geral do LABECA/MAE, Laboratório de estudos da cidade antiga, sediado no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. (www.labeca.mae.usp.br) e Diretora do mesmo Museu. O livro trata da cultura da sociedade grega, abordando os vários elementos dessa sociedade. Trazendo uma proposta deconstrução da história menos rígida, e mostrando nos seus cinco capítulos as características menos divulgadas da vida social e cultural grega.

1. O Calendário e as festas
O calendário grego era baseado nas fases da lua e cada mês tinha apenas vinte e nove dias; os nomes dos meses eram inspirados nas festas de cada época. Como as cidades-Estado gregas eram politicamente autônomas, cada uma tinha seucalendário, de forma que os gregos comemoravam as festas consagradas a uma mesma divindade em diferentes épocas do ano. Os momentos importantes da vida das pessoas ocorriam no decorrer das festas públicas. Havia festas bienais ou quadrienais chamadas Grandes Panatenéias, em homenagem à deusa Atena, onde participavam pessoas da cidade e do campo. Algumas festas eram “nacionais” (pan-helênicas)como a que se realizava em Olímpia, a cada quatro anos, em homenagem a Zeus, quando ocorriam os jogos olímpicos.
Nessas festas cívicas e religiosas as pessoas cultuavam deuses, realizavam sacrifícios, faziam procissões, comemoravam a entrada das estações do ano, as colheitas e a vitória contra os inimigos, purificavam casas e locais públicos e realizavam jogos e competições em homenagem aos deuses.A maioria das festas eram organizadas pelos homens adultos, e apenas eles participavam. Entretanto existiam festas exclusivas para moças e mulheres, e outras para as crianças. Nos dias de festas os gregos não trabalhavam nem realizavam suas atividades rotineiras. Os rituais de passagem eram em parte realizados de forma privada, com a reunião da família apenas. Mas mesmo estes sempre tinham umaparte pública.
2. O nascimento
A primeira grande fronteira que o homem atravessa no caminho da sua vida. O grego nessas ocasiões temia a mácula e por isso a casa da futura mãe era purificada com pez, uma substância para afastar os maus espíritos e todo o tipo de impureza. O parto era assistido pelas mulheres da família, que eram responsáveis pela mãe e pelo bebê, mas algumas vezes era necessáriochamar à parteira e dependendo da dificuldade do parto, até mesmo o médico. Para testar a resistência do bebê, algumas vezes o primeiro banho era feito com vinho, água gelada ou urina. Nos dias após o nascimento era executados uma série de ritos privados; no primeiro deles o pai, autoridade máxima da família, reconhecia a criança, e se tornava o seu quírios, isto é, o seu senhor. No Decate realizadono décimo dia, uma cerimonia mais aberta, a família e amigos. Realizavam-se oferendas que marcavam o fim do período de impuridade. A partir desse momento a mãe também estava purificada. A Genetlia é outra referência de festa de nascimento, onde a criança recebia presentes e um nome.
Nas Apatúrias, festas públicas reconhecidas pelo Estado a criança eram apresentada em momento solene à frátria...
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