Resenha: martuccelli, danilo. reflexões sobre a violência na condição moserna. tempo social. usp, são paulo, 11, p. 157-175, maio.1999.

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Universidade Estadual do Maranhão
Disciplina: Gênese do Estado moderno e formas contemporâneas de violência / Yuri Costa
Aluno: Romário Sampaio Basílio

Resenha: MARTUCCELLI, Danilo. Reflexões sobre a violência na condição moserna. Tempo Social. USP, São Paulo, 11, p. 157-175, maio.1999.

A leitura do texto de Danilo Martuccelli suscinta diversas discussões e, por que não dizer,sentimentos. Em relação as primeiras, alguns conceitos e categorias são interessantemente trabalhados e outros propostos; no que se refere ao segundo, lê-se o texto com uma produnda desconfiança de contato com uma tradução duvidosa. No entanto, proponho destacar algumas questões que julgo localizar nos debates sobre as formas contemporâneas de violência, mesmo que algumas delas, como explico no texto, nãopodem ser ladeadas de teor propositivo (quase um modo pós-moderno de escrever).
O primeiro ‘resgate’ ou debate retomado pelo autor se refere ao que ele chama de perda do sentido ‘positivo’ que outrora se delegava às formas de violência (p.158). Essa ação se dá, segundo ele, num processo concomitante à diminuição da violência na modernidade e de certo sensibilismo da sociedade moderna. O fator quegera esse desdobramento, segundo ele, se liga a uma crise dentro dos modelos intelectuais tradicionais e que acabava por alocar a violência como um ato coletivo diretamente relacionado à legitimação da violência pelas lutas de classe, numa assertiva referente à violência como ‘voz’ do materialismo histórico-dialético. A crise desse paradigma acaba por levantar outras discussões, como as quecondicionam a violência como fracasso de uma possível solução pacífica dos conflitos, sempre em referência a questões macros (p.159).
Dentro da tentativa de Martuccelli de explicar o progressivo aumento da consciência dos riscos e da violência, o autor registra que a capacidade de autorepresentação das sociedades modernas desdobra num realçamento da consciência do indivíduo sobre os riscos que amodernidade trás anexada. Esse conceito será sintetizado por ele pelo que denomina ‘ambivalência da condição moderna’ num resgate do conceito de Bauman. Nessa mesma linha atribui valores subjetvos à violência, como num fenômeno moderno de desejo pela mesma.
Nessa discussão ele define a violência como resultado da modernidade. Para explicar cita Bauman novamente ao dizer que o indivíduo se sente expostoaos perigos da modernidade, num complexo sentimento de insegurança. Isso será também explicado pelo deslocamento do centro de tensão do ambiente para a tomada de decisões. As situações, segundo ele, não serão mais explicadas pela atuação inequívoca do ambiente como expressivo determinador, mas agora se centra no sentido de insegurança do indivíduo que esta condicionado, agora, a tomada dedecisões e seus desdobramentos.
Esse deslocamento, evidentemente, coloca a sociedade como expressão desse novo sentido negativo da violência e, ao mesmo tempo, como corpo incapaz de controlá-la (p. 160). Existe nesse meio, segundo ele ao regatar Norbert Elias, uma distância considerável entre o autocontrole interno e a violência social externa (p.161). Quando se aproxima das condições da modernidade, adefine como o trunfo da informaçao sobe a energia o que, ao meu ver, se relaciona com a problema da ambivalência da sociedade industrial moderna e a esta nova crise do significado da violência. A ausência de informação seria, pela explicação de Martuccelli, a causa imediata da violência (p. 162).
No entanto o autor coloca que a violência não pode ser lida como uma espécie de corpo estranho dentroda modernidade. Seria, numa menção inevitável a Durkeim, um erro não considerá-la um fato social, ou nas palavras de Matuccelli, ‘’(...) a importãncia que ela [a violência] tem na dinâmica institucional própria da sociedade moderna (...) (p. 163). Existe uma violência com profundas feições modernas e para entender, segundo ele, como a mesma foi mais aceita outrora que hoje é necessário entender...
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