Resenha livro "princesa"

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Sarah Silva Pereira de Oliveira

DOR E ESPERANÇA: Relatos de uma vida

ESAMC Santos
Novembro/ 2012
O livro “Princesa” de Jean P. Sasson traz ao leitor a oportunidade de conhecimento sobre acontecimentos muito sérios com relação ao tratamento dado às mulheres em determinadas regiões do Oriente Médio, principalmente na Arábia Saudita, levando-o a refletir sobre esta realidade tão cruel quetem afligido mulheres de geração a geração e que continua até os tempos de hoje. Este texto tem por objetivo fazer uma síntese dos acontecimentos relatados neste livro e comparar com acontecimentos da atualidade, fazendo despertar a necessidade de que é necessário que seja feito algo para por um fim ao sofrimento de tanta gente.
Sultana (nome dado à personagem principal da obra, para efeito depreservação de sua identidade original) era uma princesa, de uma das famílias pertencentes à nobreza do país, da Casa de Al Saud, os atuais governantes da Arábia Saudita, sustentados pela grande lucratividade oriunda da extração de Petróleo, matéria-prima contida em abundância naquela região do mundo. Ela era filha caçula da primeira esposa de seu pai, que possuía quatro esposas. Desde muito pequena,sempre foi inconformada com as leis impostas às mulheres, onde a partir da infância já era notória a preferência do pai pelo filho mais novo, Ali, pois naquele país quando nasce uma criança mulher, considera-se uma maldição, e as filhas mulheres sempre são menosprezadas pelos próprios pais, principalmente pelos homens. Elas não tem direito de expressar suas opiniões em público, muito menoslevantar a voz para um homem. Sua infância foi marcada pelas brigas que tinha com este irmão, pois ela sempre buscava mostrar para o pai quando ele cometia um erro, com a esperança de conquistar o seu amor.
Outra dificuldade encontrada pelas mulheres era a falta de oportunidades de estudo. As escolas para meninas, muitas vezes quando descobertas, eram fechadas e elas eram obrigadas a estudar comprofessoras particulares. Muitas garotas desta nação alimentam sonhos de estudarem no exterior, para poderem ter profissões que em seu próprio país são proibidas para mulheres. Acompanhamos um caso real recentemente, de uma garota paquistanesa, Malala de quatorze anos, com um caso semelhante a este citado no livro, porém com consequências ainda piores ,a exemplo deste tipo de lei absurda que existe emalguns países desta região do planeta. Ela sofreu um atentado quando ia pra escola junto com outras garotas, porque ela fazia tudo que era possível para defender os direitos das garotas de seu país.
A estudante paquistanesa Malala Yousafzai, baleada pelo Talibã por fazer uma campanha pelo direito à educação feminina, será enviada nesta segunda-feira ao Reino Unido para tratamento médico, disserammilitares do Paquistão em comunicado. Malala, de 14 anos, foi baleada na cabeça durante ataque do Talibã ao ônibus escolar em que viajava com outras garotas. O ataque ocorreu no dia 9 de outubro na região do Vale do Swat, área ultraconservadora do país. (EXAME.COM, 2012)
Os filhos homens desfrutavam de todos os privilégios permitidos por este tipo de criação, o que gerava um comportamentototalmente reprovável. O próprio Ali, tinha hábitos sexuais doentios, até que foi descoberto pelos mutawas, fanáticos religiosos, através de uma cilada preparada por Sultana, porém como era membro da família real, não sofreu grandes consequências por isso.
Sara era a irmã mais próxima de Sultana, e era a mais bonita também. Sua beleza chamava a atenção de quem tinha a oportunidade de ver seu rosto.Ela foi obrigada a casar com um homem bem mais velho, e em sua noite de núpcias, sofreu abusos sexuais traumatizantes, pois seu esposo a estuprou. Esta garota sofreu uma aflição tão grande, que tentou o suicídio, e seu esposo deu o divórcio, pois pelas tradições, uma esposa que não atende prontamente aos caprichos egoístas de seus esposos, pode ser considerada indigna deste papel de esposa, e...
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