Resenha identidade cultural na pos modernidade

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR (IM)
PROFESSORA: JANAINA FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO
JÉSSICA R. P. PEREIRA 201168551-4

O presente texto possui como objetivo principal resenha crítica da obra A identidade cultural na pós-modernidade, do ano de 2006 (11a edição), que possui autoria de Stuart Hall.
Stuart Hall é proveniente de Kingston (Jamaica)nascido na data de 3 de fevereiro de 1932. Enraizado no Reino Unido, contribuiu com importantes obras para os estudos da cultura e dos meios de comunicação, assim como para o debate político. Trabalhou na Universidade de Birmingham e tornou-se o personagem principal do Birmingham Center for Cultural Studies. Foi professor na Open University no período de 1979 a 1997. Seu trabalho é centradoprincipalmente nas questões de hegemonia e de estudos culturais a partir de uma posição pós-gramsciana. Hall percebe o uso da linguagem como determinado por uma moldura de poderes, instituições, política e economia. Tal visão identifica as pessoas como “produtores” e “consumidores” de cultura ao mesmo tempo.
Apesar de o autor negar associação, é de fácil notoriedade a influência do mesmo sobre o PartidoTrabalhista do Reino Unido. Uma vez que este escreveu inúmeros artigos para a revista teórica do partido comunista (nomeado Marxismo Hoje) da Inglaterra, debatendo as visões clássicas da esquerda sobre o mercado e o conservadorismo político.
No entanto, embora Hall tenha adotado este posicionamento crítico, hoje ele tem a si mesmo mais distante do partido trabalhista do que antes, sendo conhecidopor seus comentários sensatos sobre as questões que se colocam atualmente no país envolvendo uma sociedade acentuadamente multicultural.
A obra em questão trata basicamente da “crise de identidade” nas sociedades atuais e pós-modernas. Esta, por sua vez, apresenta-se em seis capítulos, a saber: A identidade em questão; Nascimento e morte do sujeito moderno; Globalização; O global, o local e oretorno da etnia; e por fim, mas não menos relevante, Fundamentalismo, diáspora e hibridismo.
É de fácil percepção que a questão da identidade vem sendo amplamente discutida no meio social. Bem como sendo um dos propósitos do livro aqui retratado, analisar a real existência de uma possível “crise de identidade”, uma vez que um tipo diferente de mudança estrutural vem transformando as sociedadesmodernas desde o final do século XX. Assim, com o objetivo de examinar tal afirmação, é necessário em primeira instância explorar as definições de identidade, divididas em três concepções: sujeito do iluminismo, sujeito sociológico e sujeito pós-moderno. O primeiro é baseado numa concepção de pessoa humana como um indivíduo totalmente centrado, unificado, e de ação cujo centro consistia num núcleointerior, que emergia desde o nascimento e ao longo de toda sua vida, permanecendo totalmente o mesmo. Já o segundo, reflete a complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo moderno não era autônomo e autossuficiente, mas isto era formado na relação com outras pessoas importantes para ele. No terceiro, a identidade torna-se uma celebração móvel, formada e transformadacontinuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam.
Dando continuidade, o autor ao focar o sujeito moderno centra-se em concepções mutantes como uma figura discursiva, cuja forma unificada e identidade racional eram pressupostas tanto pelos discursos do pensamento moderno quanto pelos processos que moldaram a modernidade, sendo-lhesessenciais. Desta forma, a identidade é realmente algo formado, ao longo do tempo, através de processos inconscientes, e não inato existente na consciência no momento do nascimento. Há sempre algo imaginário ou fantasiado sobre sua unidade. Permanecendo sempre incompleta, estando sempre em “processo”, sempre sendo “formada”.
Após tratar do sujeito moderno, Stuart Hall volta-se para o “sujeito...
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