Resenha guerreiro ramos

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Guerreiro Ramos, A., A nova ciência das organizações – uma reconceituação da riqueza das nações, FGV, São Paulo, 1989.

1.Crítica da razão moderna e sua influência sobre a Teoria da Organização

A TO é ingênua, pouco prática e inoperante, continua a se operar em pressuposto ingênuos, se baseia na racionalidade instrumental.

Objetivo do Capítulo: “tentativa de identificação da epistemologiainerente na ciência social estabelecida, de que a atual TO é um derivativo (...) meu principal argumento é que a ciência social estabelecida também se fundamenta numa racionalidade instrumental, particularmente característica do sistema de mercado.” (p.2)

1. a razão como calculo utilitário de conseqüências
No sentido antigo (séc. XVII-Bacon e Hobbes), “a razão era entendida como uma forçaativa na psique humana que habilita o indivíduo a distinguir entre o bem e o mal, entre o falso e o verdadeiro e, assim, ordenar sua vida pessoal e social.” (p. 2-3)

“uma das TESES PRINCIPAIS ( “analisar que, quando comparada a outras sociedades, a sociedade moderna tem demonstrado uma alta capacidade de absorver, distorcendo-os, palavras e conceitos cujo significado original se chocaria com oprocesso de auto-sustentação da sociedade” (p. 3)

( Avaliação crítica de alguns estudioso sobre a razão moderna:
1.2. Resignação de Max Weber
Weber rejeitou o empirismo britânico e o naturalismo das ciências sociais e o determinismo histórico alemão – merece ser considerado fundador da análise funcionalista.
“não era um fundamentalista, no sentido de que explicava o mercado esua lógica específica como constituindo a síndrome de uma época singular” (p.4)
julgamento crítico, mas laudatório do capitalismo.
Distinção entre:
|Racionalidade formal e instrumental (Zweckrationalität) |Racionalidade Substantiva |
|Determinada por uma expectativa de resultados, ou “fins calculados” |(Wertrationalität)|
| |determinada “independentemente de suas expectativas de sucesso” e |
| |não caracteriza nenhuma ação humana interessada na “consecução de um|
|WEBER, 1968 p 24-25 (Economy and society)|resultado ulterior a ela” |
| |- componente intrínseco do ator humano |


A racionalidade substantiva é apenas uma nota de rodapé – não desempenha papel sistemático.
Weber escolheu a resignação (neutralidade) e não a confrontação


1.3.Visão limitada de Karl Mannheim [Sociólogo alemão de origem húngara (1893- 1947)].
Apóia-se em Weber para estabelecer distinção entre rac. subst. e funcional
a racionalidade constitui a base da vida humana ética, responsável
a racionalidade funcional tende a despojar o indivíduo médio de capacidade de julgamento – retira autonomia - na modernidade abrange a totalidade da vidahumana – o alto grau de desenvolvimento técnico e econômico pode corresponder a um baixo desenvolvimento ético
O Processo formativo da decisão torna-se puramente técnico e pragmático
O ecletismo racionalista (integrar correntes da C. Sociais) deixa-o desnorteado
Crítica – “ele [Mannheim] não conseguiu desenvolver um conceito social em consonância com sua noção deracionalidade substancial” (p. 7)
1.4. A teoria crítica da Escola de Frankfurt.
Racionalidade moderna como instrumento disfarçado de perpetuar a repressão social
Crítica o pressuposto de Marx que a racionalidade é inerente à história
Buscam restabelecer o papel da razão como uma categoria ética ( p uma teoria crítica da soc.
Horkheimer e Adorno – o iluminismo separado o...
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