RESENHA ESTIGMA NOTAS SOBRE A MANIPULA O DA IDENTIDADE DETERIORADA

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Suzane Mayer Varela da Silva
Turma 2
Carla Mattos
Disciplina 1 – Diversidade, diferença e desigualdade

Erving Goffman nasceu no Canadá, em 1922, e estudou nas universidades de Toronto e de Chicago. Seus estudos dentro da teoria social envolviam a preocupação em analisar as interações sociais a partir do conceito de dinâmica social, o que culminou com sua pesquisa sobre interação simbólica queestá presente no livro ESTIGMA - NOTAS SOBRE A MANIPULAÇÃO DA IDENTIDADE DETERIORADA, que foi lançado em 1963. Goffman observava que o desempenho dos papéis sociais dependia do modo como cada indivíduo concebia sua imagem e como pretendia mantê-la e apresentá-la ao mundo exterior. Seus trabalhos são conhecidos mundialmente, nas várias disciplinas que integram as ciências sociais, principalmente nasociologia e na antropologia.
É imprescindível a essa resenha ter em mente a visão de mundo de Goffman. Em primeiro lugar, precisamos entender sua mentalidade, embora ainda hoje o considerem muito à frente do seu tempo, Erving Goffman é um homem do início do século XX, canadense, que é fruto de uma nação colonizada por ingleses e franceses, muito diferente da colonização que ocorreu na AméricaLatina. Assim, as construções sociais e os exemplos que Goffman aborda, não tocam em todas as particularidades de nossos estigmatizados, cá do Brasil. Observaremos também, dentro de seu texto, resquícios de termos que consideramos preconceituosos.
O autor Erving Goffman tem por objetivo nesse livro tratar dos contatos mistos, que são os contatos que ocorrem entre normais e estigmatizados, e queacontecem constantemente num espaço social e de formas diversas. Estigmatizados, para o autor, seriam as pessoas com atributos distintos das pessoas consideradas normais pela sociedade.
Assim, Goffman inicia o livro definindo o termo estigma, que foi criado pelos gregos, na antiguidade, para designar sinais corporais que deixavam em evidência algo considerado anormal sobre o status moral doindivíduo que o detinha. Em nossos dias, o termo modificou-se, e é usado como um adjetivo ligado à desgraça em detrimento do seu significado físico ou psicológico.
Nesse ponto o autor começa a tratar de uma sucessão de percepções preliminares, como ‘sociedade’ que é entendida por ele como uma categorização de pessoas e atributos considerados comuns e naturais. Quando nós interagimos com os outros,procuramos constantemente “pistas” /indicações sobre o tipo de comportamento apropriado ao contexto e sobre como interpretar o que os outros pretendem. Ou seja, pré-concebemos as pessoas, julgamos assim que as conhecemos a partir das nossas expectativas normativas. Desse modo, assim que conhecemos um indivíduo, imputamos nele uma caracterização “efetiva”, uma identidade social virtual. Mas, a partir domomento que realmente conhecemos o indivíduo, ele passa a ter uma identidade social real, tendo em vista seus atributos e pode ocorrer uma discrepância entre virtual e o social.
O termo estigma era utilizado como um tipo especial de relação entre atributo e estereótipo, mas Goffman apresenta uma mudança ao conceito estigma em referência a um atributo profundamente depreciativo, uma vez que eleobserva a presença de atributos importantes que são malquistos socialmente.
Desse modo, divide os tipos de estigma em três classificações: A primeira liga-se as deformidades físicas; a segunda, para as de caráter individual; e a terceira e última são os estigmas tribais de raça, nação e religião.
É interessante observar como essa passagem nos fornece subsídio para uma rápida, porém, importanteanálise de caso do período, já que os acadêmicos como Goffman, ainda na década de 60 classificavam a homossexualidade como homossexualismo. Ou seja, junto à segunda forma de estigma ligada ao caráter individual, projetavam-na como uma patologia ligada a transtornos mentais. O termo homossexualismo, como sabemos hoje em dia, é altamente repudiado pelos grupos LGBTs e acadêmicos, e pouco a pouco é...
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