Resenha "em busca de sentido"

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  • Publicado : 27 de outubro de 2012
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FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração (Coleção Logoterapia, vol. 3). 19ª ed (136 p). São Leopoldo. Sinodal. 1991.

2) O autor:

O autor (1905-1997) era um médico neurologista e psiquiatra austríaco. Por ser judeu, foi deportado pelos alemães para o campo de concentração de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial, onde sobreviveu até a ocupação pelosAliados. A primeira parte desta obra tem como base as experiências vividas em prisão.

3) Conclusões do autor:

Através da vasta experiência profissional e dura experiência vivencial, Viktor Frankl concluiu que encontrar um sentido pessoal para a vida é a chave motivadora da sobrevivência, até mesmo nas condições mais adversas imagináveis. Também é entendimento dele que a terapia, ao invésde voltar-se para o passado, precisa olhar rumo ao futuro, justamente buscando sentido para ele.

4) Conteúdo:

O livro “Em busca de sentido” está dividido em três grandes partes, precedidas de dois prefácios à edição de 1984. O primeiro deles, escrito por Gordon W. Allport, relata que Frankl perguntava a boa parte dos pacientes a razão pela qual não optava pelo suicídio, e que a partir dasrespostas orientava o tratamento.
As já mencionadas três partes do livro estão divididas em tópicos e subtópicos, com exceção da última:

Primeira parte – “Em busca de sentido”.

É, basicamente, uma autobiografia parcial. O tópico “Um psicólogo no campo de concentração” faz papel de introdução e aborda a seleção ativa e passiva, prosseguindo para o que o Autor denomina de “ensaio psicológico”,na forma de relato de prisioneiro.
O segundo grande tópico é denominado “A primeira fase: recepção no campo de concentração”. Tem como subtópicos a chegada à estação ferroviária de Auschwitz, a primeira seleção, a desinfecção, o completo despojo (“o que resta: a existência nua e crua”), as primeiras reações e a decisão sobre suicídio.
Tal “recepção” tinha tudo para ser inesquecível. Depois dachocante constatação de que estavam em Auschwitz, com quilômetros de múltiplas cercas de arame farpado, torres de vigilância, refletores e multidões de seres humanos vestidos com farrapos, e a destinação de mil e mais pessoas para barracões com capacidade para apenas 200, em quatro dias receberam uma única lasca de pão (cerca de 150 gramas)! A partir de então a esperança era a transferência parasupostos campos menores, o que aguardavam sentados, acocorados ou de pé, no chão nu, com frio e com fome.
O que se seguiu foi a “desinfecção”, na qual todos os que não foram para a câmara de gás receberam ordem de despir-se por completo em dois minutos. E, ao fazê-lo, renunciar a tudo que tivesse que não fosse roupa essencial e calçado – o momento em que Frankl teve que despedir-se à força domanuscrito que deu sentido à vida para ele – reescrever e publicar, no caso de sobreviver. O saldo para todos foi “a existência nua e crua”: o corpo despojado até dos cabelos!
É de então a descoberta: os compêndios de medicina mentiam sobre as limitações que alguém pode suportar. Mesmo assim, a conclusão dos reclusos é: a câmara de gás me poupa do suicídio.

O tópico seguinte – “a segundafase: a vida no campo de concentração” – é o mais longo e contém dezenas de subtópicos.
Apatia – Apatia, insensibilidade emocional, desleixo interior e indiferença seguiram-se ao choque inicial (o primeiro estágio). Apareceram as sensações torturantes, como saudade indescritível dos familiares, nojo da fealdade interior e exterior, horror, compadecimento e revolta, mas esses sentimentos normaisforam sendo mortificados. Depois de algumas semanas, nada mais sensibilizava. Era um mecanismo psíquico de autoproteção.
O que dói – A dor física por espancamentos e golpes não é o mais importante. O que mais dói é a dor psicológica, a revolta pela injustiça e pelos escárnios.
Os sonhos – A pressão da necessidade de preservação imediata da vida parecia retrair a vida psíquica a um nível...
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