Resenha do texto “romeu e julieta e a origem do estado” de ricardo benzaquen e viveiros de castro com o filme “o sétimo selo”

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FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS
ESCOLA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE EMPRESAS

RESENHA DO TEXTO “ROMEU E JULIETA E A ORIGEM DO ESTADO” DE RICARDO BENZAQUEN E VIVEIROS DE CASTRO COM O FILME “O SÉTIMO SELO”

por

THAÍS TAVARES

Trabalho entregue ao
Professor Carlos E. Sarmento
como parte dos requisitos
obrigatórios para a obtenção
dos créditos da disciplina
Cultura eSociedade.

RIO DE JANEIRO
setembro de 2010
A finalidade deste trabalho é basicamente traçar um paralelo entre o filme “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman e o texto de Benzaquen e Castro, “Romeu e Julieta e a Origem do Estado”, onde encontraremos em ambas obras uma correlação entre o modelo de sociedade e a visão do indivíduo sobre si e em relação a Deus. É perceptível também que tanto no texto quanto nofilme, a discussão sobre individualidade estará bastante presente.
Primeiramente, acredito que vale à pena demonstrar, ou para quem já sabe intensificar, a diferença entre os termos individualidade e individualismo, pois creio que será de suma importância para entender corretamente a visão que os autores e o cineasta sueco tentam passar em suas criações. O primeiro termo, de acordo com odicionário Priberam da Língua Portuguesa, é um conjunto de qualidades individuais e é ancorada na segurança, determinação e capacidade de escolha. Já o segundo, é um sistema oposto ao de associação. Algumas pessoas vêem o individualismo como uma característica doentia da personalidade, justamente por ser avessa a “união”.
No filme “O Sétimo Selo”, Bergman tenta transmitir a todo o tempo a questão da fée as indagações acerca dela. O filme situado no século XIII, momento em que o feudalismo está no ápice de uma crise agravada pelo trinômio guerra, peste e fome, marca o início das transformações sociais.
O homem daquela época, que jamais pensou em se opor a Igreja, pois esta era representante de Deus, a partir de um momento passa a questionar a existência Divina, onde estava presente abenevolência de Deus e a finalidade da oração. Esse homem que sempre esteve sujeito a regulamentações não vê mais necessidade de obediência ao Sagrado e nem sentido em seguir uma determinação que não seja a sua.
Ingmar retrata esse relacionamento Deus-Homem através da história de um cavaleiro, Antonius Block, que após a luta das Cruzadas, retorna para casa e encontra um país assolado pela fome e aeminência de uma peste terrível. Logo ao chegar tem um encontro com a morte, mas sem querer morrer antes de possuir um entendimento do verdadeiro sentido da vida, Block propõe para a morte um jogo de xadrez em que a sua vitoria resultaria na poupança de sua vida. Para o cavaleiro, esta é a última tentativa de burlar a única certeza que o habita.
Já no início, com esta cena, Bergman mostra o conceito deindividualidade no homem e conseqüentemente na mudança de um modelo social, do holismo para o modelo individual. Este conceito é expresso no jogo de xadrez, já que neste o acaso não esta presente, pois não é um jogo de sorte, mas na verdade, um jogo onde a pessoa toma suas próprias decisões e “colhe” as devidas conseqüências.
Diante de tantas desgraças e decepções, o cavaleiro começa aquestionar a existência de Deus, pois cada vez mais que Block anda em sua terra a caminho de casa, ele vê as catástrofes ocasionadas pela presença da peste negra.
Uma cena bastante chocante e interessante de se comentar é a cena que durante a apresentação de uma dupla de atores, num palquinho, uma música sombria e crescente começa a causar tensão interrompendo a música alegre cantada pelos atores. Umsom lamentoso que a princípio você não entende de onde vem, nem o porquê. Os atores param os olhares, assustados, e ficam atônitos diante do que viam. Um percurso de pessoas se auto-flagelando, cantando um lamento e carregando uma estátua de Cristo na cruz, entre outras monstruosidades. Uma frase, no filme, dita pelo monge que está presente nesta procissão é:

“Deus tenha piedade de nós em...
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