Resenha do Teoria da Burocracia de Max Weber

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  • Publicado : 28 de setembro de 2014
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Credenciais do autor: Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (1974), Mestrado em Administração pela Universidade de São Paulo (1976) e Doutorado em Administração pela Universidade de São Paulo (1979). Atualmente é Supervisor de Projetos da Fundação Instituto de Administração e professor da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Administração,com ênfase em Administração, atuando principalmente nos seguintes temas: gerenciamento de projetos, projetos, ensino da administração, administração de projetos e administração geral.
Descrição bibliográfica: MAXIMIANO, A.C.A. Introdução a Administração. São Paulo: Atlas 2007. p. 91-111.
Resenha:
O autor utiliza como embasamento teórico as concepções e fundamentos acerca da Teoria dasOrganizações sob a ótica de renomados pensadores da Escola Clássica, para tal, adota o modelo de Max Weber como referência para discernir as demais vertentes. A priori, introduz com uma distinção entre os grupos sociais primários (grupos informais, aqueles que são compactuados por relações pessoais e a entrada/saída do mesmo é feita voluntariamente) e os secundários ( grupos formais ou organizações quesão regidos por contratos e aparatos burocráticos para manutenção do mesmo).
O paradigma concebido por Max Weber enaltece as características que, segundo ele, principais no Tipo ideal de Burocracia – uma vez que toda organização é burocrática por se basearem em leis que em um consenso julga-se racionais e tomadoras da vontade coletiva, assim, não atendendo a vontades ou privilégios de um únicoser -, são essas: formalidade, impessoalidade e profissionalismo. Weber diz que as burocracias são regimentadas pela norma, a lei que estabelece a autoridade e o cumprimento dos encargos, assim como a obediência entre os subalternos. Frisando que esse contrato é mantido como impessoal em sua devida aplicação e que o sistema cria a subsistência para os funcionários, e margem para o desenvolvimentoe ascensão das qualidades destes e da organização. Vale salientar que Weber não chegara a escrever uma obra concreta de estudo, mas os fragmentos deste foram utilizados não somente por Maximiano nessa compilação, mas como ponto inicial para o desenvolvimento de outros modelos organizacionais, contrastando ou corroborando-o.
Amitai Etzioni, o próximo pensador na linha crítica de Weber(acreditando que o modelo pré estabelecido não deve ser tomado como verdade universal e sim e algumas particularidades), estabelece a Tipologia do poder, da obediência e organização na estrutura organizacional; levantando os três tipos principais de poder ou organização e sua influência na obediência ou contrato psicológico. O poder coercitivo, aquele que utiliza-se de punições e/ou ameaças visandodoutrinar o comportamento, exemplos fácil que tange os campos de concentração e prisões. O poder manipulativo pelas organizações humanitárias que tomam como principal instrumento de controle, as remunerações, alcançando uma obediência pelo interesse das partes; outras formas passíveis estão as recompensas e promoções para que os subordinados manifestem excelentes resultados dentro dasorganizações, atingindo ou ultrapassando. Por último, Etzioni traz o poder normativo que prima pelo êxito numa atividade em que os participantes são voluntariados ou integram dependências de hospitais e igrejas, onde somente a satisfação por estar ali é a resposta almejada, assim, não há como angariá-los com coerção ou remunerações. Dentre as citados, salvo estão aqueles que abarcam mais de um poder em suaequalização.
O modelo de Peter Blau e Richard Scott, apresenta um novo esquema das organizações a partir de Weber, com base nela a organização pode ser definida em relação ao beneficiário dela e alocada em quatro eixos: os próprios membros da organização, os proprietários ou dirigentes, os clientes e a sociedade em geral. Para agrupá-los devemos interpretar as organizações frente ao grupo de...
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