Resenha do poema “eu, etiqueta” de carlos drummond de andrade

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  • Publicado : 15 de outubro de 2012
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Resenha do poema “Eu, etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade
Neste caderno “Esplendor”, o nosso jornal diário Lins & Cia (jornal e nome fictício), começou essa semana uma série depublicações de poemas sobre a beleza e as diversas formas de expô-la. Essa nova fase de publicações iniciou-se com Romildo Alvez, com o poema Chove de Ouro.
O poema desta edição se chama: “Eu,etiqueta” de Carlos Drummond de Andrade, este aborda as necessidades que as pessoas têm da própria imagem, conseqüentes certamente da busca pela satisfação pessoal obtida perante e pelo olhardos outros. Isso é muito esclarecido no texto de Aranha e Martins em Filosofando
O verso “é doce estar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade” faz com que transpareça a modanão somente como um produto apenas, mas como a promessa da satisfação de uma necessidade que para algumas pessoas é praticamente vital.
Na atual sociedade do consumo, o ser industrial setornou o homem anuncio itinerante, movido pelos apelos emocionais da propaganda modelizante, que modela o comportamento das pessoas e que aos poucos acabam perdendo a própria identidade.
“E fazemde mim homem anuncio itinerante” este é outro verso especial que revela como o homem se tornou “objeto pulsante mas objeto”, assim transparece a falta de subjetividade das pessoas, estas quemuitas vezes acabam fazendo propaganda de graça, na busca de quem sabe ser aceito em algum grupo ou comunidade.
Drummond nos deixa claro que o ter substituiu o ser em várias áreas dopensamento moderno, este que aos poucos se tornou extremamente industrial, “que se oferece como signo de outros”. Drummond de mãos dadas com Aranha e Martins entram em concordância potencial aoafirmarem que a vivencia do cidadão atual está repleta de vontades e anseios industriais, entretanto permanece carente de desejos sobretudo pessoais, como se mantinha outrora. Enfim uma lástima.
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