Resenha do mundo da leitura para a leitura do mundo

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LAJOLO, Marisa, Do mundo da leitura para a leitura do mundo, 6ª Ed, São Paulo: Ática, 2005.

Tayane de Souza Pacheco

Dados da autora (formação, ocupação, área de atuação e obras).
Marisa Lajolo é Mestre e Doutora em Letras, Teoria Literária e Comparada pela Universidade de São Paulo, concluiu seu pós-doutorado na Brown University, nos Estados Unidos. Atualmente, é professora titular deTeoria Literária no Instituto de Estudos Literários da Unicamp e coordenadora do projeto Memória da Leitura. Suas atuais linhas de pesquisa recobrem interesse por Teoria Literária e Literatura Brasileira, atuando principalmente nas áreas de história da leitura, literatura infantil e/ou juvenil e Monteiro Lobato. É autora também dos livros A formação da leitura no Brasil, Monteiro Lobato, umbrasileiro sob medida e Literatura: leitores e leitura. Recebeu o prêmio Jabuti, 1994 pela obra “Do mundo da leitura para a leitura do mundo”.

Resumo da obra (objetivo, organização, síntese dos capítulos e conclusões da autora)
O livro do mundo da leitura para a leitura do mundo tem por objetivo, propor aos leitores fazer a passagem a qual propõe o tema, enveredando pelo caminho da abordagemhistórica, reflexão teórica e análise textual, que tornam o trabalho com o texto, muito mais harmônico e acessível ao leitor.
A obra está dividida em duas partes, na primeira, do mundo da leitura, a autora traz à tona discussões e problematizações no que se refere à leitura na escola.
Já na segunda parte, leitura do mundo, faz-se uma reflexão sobre os papéis que escola, leitura e literatura têm emdiferentes textos literários, apontando autores e obras clássicas, que por si só trazem posicionamentos e possíveis soluções às discussões e problemas levantados na primeira parte.
O primeiro capítulo, sob o título A leitura Literária na Escola, apresenta a dúvida que os professores têm sobre o que fazer com o texto literário em sala de aula, assinala que não existem técnicas milagrosas para oconvívio com esse estilo de texto, porém alguns professores arriscam em sugestões para o trabalho com o mesmo, tentativas muitas vezes superficiais e ou fracassadas. No mesmo momento o texto fala que professores estão assumindo papéis de coadjuvantes quando se trata de preparar as aulas, que estas estão cada vez mais ficando a cargo de editoras de livros didáticos, e que nem por isso se tornaminfalíveis. A autora ainda faz uma crítica aos novos modelos pedagógicos, pautados na motivação, que a partir deles, as atividades com os textos literários em sala de aula são na maioria das vezes superficiais e desviam seu sentido. Em contrapartida, afirma que talvez, não se deva fugir do modelo mais tradicional no ensino da literatura e observa caminhos para essa prática.
O segundo capítulo,Literatura Infanto-juvenil fada madrinha de um currículo em crise ou gênero descartável para um leitor em trânsito?, discute a importância da literatura infantil ser incluída no currículo de formação de professores de língua materna. Para tanto, apresenta-se o contexto histórico sobre o ensino da língua portuguesa no Brasil, através de textos, que mesmo datados do século passado, impressionantemente sefazem pertinentes hoje e contribuem para o conhecimento da prática educacional brasileira mais antiga. Tais textos abordam e acentuam críticas já referentes à política educacional brasileira, o descaso pelo ensino da língua materna e da leitura, a baixa remuneração do magistério e a inexistência de material didático adequado. A partir dessa abordagem, são apontados alguns pré-requisitos necessáriosà prática docente, ou seja, valores e conteúdos essenciais para a formação do professor de língua portuguesa, bem como providências a serem adotadas quanto à inclusão da literatura infanto-juvenil nos currículos de formação dos mesmos, por exemplo, é fundamental que se compreenda a noção de infância e juventude como construção histórica para que a partir daí, se possa discutir o papel da...
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