Resenha do livro: o nascimento das fábricas

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RESENHA – O NASCIMENTO DAS FÁBRICAS

1. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DECCA, Edgar Salvadori de. O Nascimento das Fábricas. 10. ed. São Paulo: Brasiliense, 1995. 77 p. 4° reimp. da 10. ed. de 1995. (Coleção Tudo é História, 51).

PREÇO DA OBRA: R$ 16,00

2. CREDENCIAIS DO AUTOR
Edgar Salvadori de Decca, concluiu o doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo em 1979.Atualmente é professor Titular da Universidade Estadual de Campinas e Pró-Reitor de Graduação no período de 2005 a 2009. Também é membro de conselho consultivo da revista Estudos Histórico da Fundação Getúlio Vargas - RJ, membro de conselho editorial da revista de História da Universidade Estadual de Maringá, membro de conselho editorial da revista de História da Universidade Federal de Santa Catarina,membro do conselho consultivo de revista de História da Universidade Estadual de Ponta Grossa e membro de conselho editorial da revista de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Publicou 27 artigos em periódicos especializados e 40 trabalhos em anais de eventos. Possui 38 capítulos de livros e 9 livros publicados. Em seu currículo Lattes os termos mais freqüentes na contextualizaçãoda produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Historia, historiografia, literatura, Classe Operaria Memória Histórica, Historia do Brasil, Teoria e Filosofia da Historia e Memória.

3. RESUMO DA OBRA

3.1 INTRODUÇÃO
A partir do século XVI, verificamos que nenhuma utopia criada se realizou tão pejorativamente como a sociedade do trabalho. Fábricas - prisões, fábricas -conventos, fábricas sem salários, fábricas infestadas de crianças. Foram sonhos realizados pelos patrões “donos das fábricas” que tornaram possível esse espetáculo atual da glorificação do trabalho.
No início da revolução industrial, as relações: capital, tempo, patrão e operário sofreram grandes alterações. O tempo para o operário da fábrica passou a ter uma conotação completamente diferente de quandoele trabalhava na agricultura e era orientado pelo relógio solar e pelas condições climáticas. Na fábrica, tempo era dinheiro, o patrão queria a maior produção possível ao menor espaço de tempo. Ao mesmo tempo foi negado aos operários o tempo livre para o lazer, eram submetidos a enormes jornadas de trabalho, sobrando pouco tempo até para o descanso.

3.2 NUNCA TEMOS TEMPO PARA SONHAR
Falamos deuma incapacidade que é imposta pela a sociedade, por um domínio que retira dos homens o pensar, e faz com que não pensem em nada além do que já é dado.
Por exemplo, se desejamos fabricar algo, de primeiro temos um sentimento de incapacidade, mas não pelo fato de como se fabricar, e sim na possibilidade de pensarmos se somos capazes de fabricar. Isso significa que fomos induzidos a pensar dentrode uma lógica já estabelecida, aceitando assim esse mecanismo imposto pelo controle social.
Nota - se que tinham uma grande necessidade do saber pensar, mas não a pensar em regras definidas, imposta pela sociedade e sim a pensar além delas. E como desenvolver o saber pensar da classe trabalhadora, que foi retirada desde a sua existência, e que hoje serve para agir uma ordem de domínio imposto pelasociedade burguesa. Para eles tempo era considerado o alicerce das fábricas, como se fosse algo glorioso, fazendo assim com que os trabalhadores fossem induzidos a pensar que se dignificariam através de seu trabalho.
Assim fazendo com que a classe que fazia e produzia fosse dominada pela sociedade industrial e que fosse introduzida uma enorme mentira moral para que a produção da classe operáriaficasse ligada ao modo pelo qual esta sociedade impunha seus costumes para a classe burguesa passasse a ter um reconhecimento próprio.
È nesse momento que passa a ser dividida a classe capitalista, denominada pensante, e a classe trabalhadora que só tinha o direito de produzir, fazendo assim com esses trabalhadores fossem dominados pela sociedade industrial. Isso fez com que passasse a existir...
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