Resenha do livro "o contrato social " jean jaques rousseau.

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  • Publicado : 11 de outubro de 2012
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INTRODUÇÃO
Todo individuo é livre, portanto limita-se a escravidão de necessitar dos outros para se libertar, sempre é ignorado. Todavia se tem a solução, a ordem social, que trará a todos o direito de dizer o que quer e ter o que merece.
Livro I
Capitulo I
"Enquanto um povo é obrigado a obedecer e obedece, faz bem; tão logo possa sacudir o jugo e o sacode, faz ainda melhor, porque,recuperando sua liberdade por meio do mesmo direito com qual foi arrebatada dele, ou esse lhe serve de base para retomá-la ou não se prestava em absoluto para tirá-la dele." Mas a ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Esse direito, contudo, não vem da natureza; está, pois, fundado sobre convenções.
Capítulo II
As Primeiras Sociedades
A maisantiga de todas as sociedades, e a única natural, é a sociedade da família. Os filhos permanecem ligados ao pai apenas pelo período de tempo que dele necessitam para se manter. Tão logo essa necessidade cesse o laço natural se dissolve. A família é, pois, o primeiro modelo, pode- se dizer, das sociedades políticas. O chefe é a imagem do pai, o povo é a imagem dos filhos e todos, tendo nascidoiguais e livres. Toda a diferença consiste em que, na família, o amor do pai por seus filhos o compensa dos cuidados que estes lhe dão, ao passo que no Estado o prazer de comandar substitui o amor que o chefe não sente por seu povo. Entende-se que o autor quer dizer com isso que os governantes deveriam tratar com mais amor e carinhos e respeito seus eleitores, pois se comparasse um governante comum pai de família seria essa atitude a ser tomada por ele para com seus filhos. Uma vez que isso não acontece pode-se comparar a com a opinião de Grotius; para ele é duvidoso saber se o gênero humano pertence a uma centena de homens ou se essa centena de homens pertence ao gênero humano. Essa é igualmente a opinião de Hobbes. Pois então, aí está a espécie humana dividida em rebanhos de gado, cadaqual com seu chefe, que o vigia para devorá-lo. Como um pastor é de natureza superior àquela de seu rebanho, os pastores de homens, que são seus chefes, são igualmente de natureza superior àquela de seus povos. Dessa maneira raciocinava segundo relata Fílon, o imperador Calígula, concluindo muito acertadamente, por meio dessa analogia, que os reis eram deuses ou que os povos não passavam deanimais. O raciocínio de Calígula se compara ao de Hobbes e ao de Grotius. Aristóteles, antes de todos eles, também tinha dito que os homens não são naturalmente iguais e que alguns nascem para a escravidão e outros para o domínio. Aristóteles tinha razão, mas ele tomava o efeito pelacausa. Os escravos perdem tudo em seus grilhões, inclusive o desejo de se livrarem deles. Se, portanto, há escravos contra a natureza. A força fez os primeiros escravos, a covardia os perpetuou.
Capítulo III
Do Direito Do Mais Forte
O mais forte nunca é bastante forte para ser sempre o senhor, se não transforma sua força em direito e a obediência em dever. Daí o direito do maisforte, direito tomado ironicamente na aparência e realmente estabelecido em princípio. A força é um poder físico; ceder à força é um ato de necessidade, não de vontade; no máximo, é um ato de prudência. Em que sentido poderá ser um dever? Imaginemos por um instante esse suposto direito. Afirmo que disso não resulta senão uma embrulhada inexplicável, pois, desde que é a força que faz o direito,o efeito muda com a causa; toda força que supera a primeira sucede a seu direito, o efeito muda com a causa; toda força que supera a primeira sucede seu direito. A partir do momento em que se pode desobedecer impunemente, pode-se fazê-lo legitimamente e, uma vez que o mais forte sempre tem razão, trata-se apenas de procurar os meios para ser o mais forte.
Capítulo IV
Da - Escravidão...
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