Resenha do livro vidas secas

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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Produtos tóxicos descarregados em Abdijan, lixo radioativo na Somália: A África é um destino privilegiado, uma boa lixeira, dos produtos tóxicos exportados do mundo inteiro, como conseqüência de um cocktail explosivo, uma mistura de pobreza, corrupção e democracia deficiente ou inexistente.
«Falam-nos de mundialização, de aldeia global, masnós, em África, temos a impressão de que somos apenas a fosse séptica da aldeia», declarou à AFP o militante ecologista senegalês Haidar El Ali, responsável por um centro de mergulho em Dakar.
O acidente da derrama de produtos tóxicos por um barco grego junto à capital econômica da Costa do Marfim (sete mortos, 24 pessoas hospitalizadas, 37.000 consultas) foi apenas o último acidente de uma sérieque progressivamente vem transformando o continente mais pobre do mundo no caixote do mais maligno lixo mundial.
Há menos de dois anos, em Dezembro de 2004, o tsunami que partiu da Indonésia varrendo todo o oceano Índico até às costas da Somália, danificou contentores de produtos muito tóxicos, depositados na costa norte da Somália, mergulhada nos últimos 15 anos na anarquia provocada por umaguerra civil. Na seqüência das fugas de substâncias químicas e radioativas, as doenças aparecem no seio das populações, segundo afirma o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD)
No fim dos anos 80, as empresas européias desembaraçavam-se já, na Somália, a custo baixo, dos dejetos contendo urânio, chumbo, mercúrio e outros lixos industriais. O caos em que caiu o país, depois de 15 anos de guerra,não fez mais do que aumentar exponencialmente o fenômeno.
Em 1996, o Parlamento Europeu pediu oficialmente aos governos da Inglaterra, Itália e Espanha para repatriarem os desperdícios tóxicos exportados na África do Sul pela multinacional «Thor Chemicals, Lda». Ele lembrou que «as centenas de toneladas de dejetos de mercúrio tóxico eram gravemente danosos para a saúde das populações e provocavamimportantes obstáculos ao desenvolvimento».
Nos Camarões, cerca de 5.600 litros de cloro foram abandonados em 2005 na cidade de Douala. As autoridades tentaram dissolver o cloro no mar mas a operação acabou em drama: um soldado morreu e outros ficaram feridos em conseqüência de uma explosão.
O tratamento, ou o puro e simples abandono, de lixo tóxico em África é muito mais barato do que o seutratamento nos países que o produzem. Para por termo a estas práticas, «é a sociedade civil que tem de se tornar forte. Faltam sentinelas, pessoas que se preocupem seriamente com a proteção do ambiente e com a vida das pessoas», sublinhou M. el Ali. «São necessárias sentinelas para denunciar. É preciso denunciar ao nível dos média, dos governos e da população o que se passa em tempo real», diz Ali.É um problema onde se mistura a ganância dos países ricos com a pobreza, a falta de democracia e de transparência que graça em muitas partes da África.
* Relatório da UNEP relaciona a poluição do chumbo e outros metais pesados com a degradação da saúde de crianças que vivem próximas ao depósito de lixo de Dandora , em Nairobi, no Kênya. Um dos maiores depósitos de lixo da África, dodepósito municipal Dandora, em Nairobi, é uma séria ameaça para as crianças que vivem nas suas proximidades e para o ambiente geral da cidade, segundo mostra um novo estudo sobre o assunto.O estudo, encomendado pelo UNEP - Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas ( United Nations Environment Programme), examinou 328 crianças com idade entre 2 e 18 anos, vivendo no entorno do depósito de lixo deDandora analisando a relação dessa proximidade com as condições de saúde. O estudo também comparou amostras de solo do local com as de outros locais no entorno de Nairobi. Efeitos em Crianças Metade das crianças testadas tinham concentrações de chumbo no sangue excedentes aos níveis internacionalmente aceitáveis, enquanto que n42% das amostras de solo registraram níveis de chumbo quase dez vezes...
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