Resenha do livro pedagogia do amor

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  • Publicado : 30 de novembro de 2011
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PEDAGOGIA DO AMOR - Gabriel Chalita

O autor seleciona dez contos infantis de Pedagogia do amor, e por meio faz algumas sugestões sobre mudanças de comportamento. A proposta do autor é trabalhar valores como: o amor, a lealdade, a sabedoria, o trabalho e a bondade para que as pessoas possam recuperar a serenidade possibilitando assim, um futuro menos violento minimizando a inversão de valores.Segundo o escritor, os aprendizes de maneira geral, jovens e adultos conservam um pouco da ternura, amor e pureza própria da criança que existe em todos nós, portanto é possível resgatar valores morais, muito desprezados e até desconhecidos atualmente. “... Como educar nossas crianças e jovens num tempo que a aparência vale mais que a essência e a competição e o individualismo teimam em ditaras regras dos relacionamentos, acabando por minar qualquer possibilidade de companheirismo, amizade e amor?” (p. 11)

“ As mil e uma noites”, a história de Dalmo e Pítias, “Dom Quixote”, “Davi e Golias”, “Vidas Secas”, “Cinderela”, “Salomão”, “Os doze trabalhos de Hércules”, “O patinho feio” e “Estrelas de jóias”, são escolhidos por Chalita que explica o significado da palavra, relembra ahistória e ressalta o que pode ser aproveitado em sua pedagogia fazendo uma comparação com os distorcidos valores de hoje em dia.

Das obras citadas pode-se extrair exemplos maravilhosos a serem usados na construção de um novo tempo, como em “As mil e uma noites”, por exemplo, Sherazade apresenta-se como esposa ao Sultão Sharimã colocando em risco a própria vida, para salvar as moças de Bagdá.Sherazade era filha do vizir Mustafá, goza de privilégios, entretanto, importou-se com a sina das moças de Bagdá e resolve agir para mudar aquela situação. Eloquente, encanta o sultão com seus contos e com isso, vai adiando sua morte usando a artimanha de emendar uma história a outra. Assim, Sherazade consegue transformar o ódio do sultão em uma linda história de amor.

Quanto a história de Dalmo ePítias. O rei de Siracusa condena Pítias à morte por o mesmo defender a liberdade e igualdade entre os homens. Pítias solicita ao rei, como último desejo, que lhe fosse permitido despedir-se de sua família e resolver alguns problemas domésticos.

O rei foi convencido por Dalmo a atender o pedido em troca oferecer-se em sacrifício, tomando o lugar de Pítias. Apesar da demora do amigo, Dalmoconfiava que ele voltaria.

A história de Dalmo e Pítias trabalha valores como: a confiança, solidariedade ética, altruísmo e ao final, o rei Dionísios muda o comportamento ao conhecer a nobreza da união de duas pessoas pelos laços da amizade.

Gabriel Chalita comenta que os ideais quixotescos podem gerar, grandes transformações, pois com essas histórias podemos sugerir que necessitamos de umideal que nos leve a lutar por conquistas importantes sendo necessário, entretanto, reconhecer nossas limitações.

O avanço tecnológico não pode substituir o diálogo, a reunião em família, o contato direto entre pessoas, as amizades e os amores fundamentados no respeito mútuo, na ética, no cumprimento da palavra empenhada. “...Em outras palavras: o mundo precisa de idealistas que olhem pelajanela vejam as rosas murchas e, ainda assim, fiquem felizes porque conseguem enxergar as sementes”. (p. 69)

Em Davi e Golias temos a história de um menino pequeno, franzino e de feições delicadas, o oitavo filho do belamita Jessé, o último na escala da preferência paterna, que na época recaía sobre os primogênitos. Todos os indícios levavam a crer que Davi permaneceria como simples pastor de ovelhadurante toda a sua vida. Porém contrariando todas as previsões a seu respeito, aceita o desafio lançado por Golias e o resultado de tanta coragem foi a vitória sobre Golias. A clamado pelos israelitas, foi nomeado chefe da guarda do rei, tornando em seguida, seu genro e posteriormente, rei de Israel.

Segundo o autor a coragem é o contraponto do medo – experiência de caráter paralisante...
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