Resenha do livro pedagogia da autonomia - paulo freire

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  • Publicado : 3 de fevereiro de 2011
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FREIRE, Paulo. A Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 21ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 168 p. (Coleção Leitura). ISBN 85¬219¬-0243¬-3.

Pela leitura realizada do livro “A Pedagogia da Autonomia”, de Paulo Freire, percebemos claramente a linha de pensamento deste importante educador brasileiro, pois no livro são tratadas todas as principais idéias discutidaspelo autor em suas obras anteriores. Freire inicia seu livro explicitando os principais motivos que considera para analisar a prática pedagógica do professor em relação ao desenvolvimento da autonomia de ser e de saber do educando com que trabalha.
Já em suas primeiras palavras fala da necessidade do professor em respeitar o conhecimento que seus educandos trazem para escola, por se tratar desujeitos sócio-histórico-culturais, transformadores do seu meio. Paulo Freire defende que o professor deve valorizar esse conhecimento, e procurar desenvolvê-lo cada vez mais. Assim, o professor estará agindo eticamente na sua relação consigo mesmo e com o outro. A essa ética, Freire denomina de ética universal do ser humano e a julga como essencial para a prática docente e, ao mesmo tempo,indissociável da mesma.
A seguir, o autor passa a tratar de três grandes temáticas co-relacionadas, as quais estruturam todo o livro, subdividindo-o em três capítulos.
No primeiro capitulo, intitulado de “Não há docência sem discência”, Freire expõe “alguns saberes fundamentais à prática educativa progressista” (significa dizer uma educação voltada para o saber crítico e não passivo), que segundo ele,origina-se com o fato de o professor não ser apenas aquele que ensina, mas aquele que ensina e aprende também ao ensinar, ao professor estar aberto a apreender também com a realidade de seus educandos. Contudo, Freire destaca que para tanto é necessário que o professor tenha uma metodologia rigorosa, bem como uma consciência clara de seu papel em sala de aula. É então que o autor explica que“ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. Logo, “quem forma se forma e re-forma ao formar, e quem é formado forma-se e forma ao ser formado”, bem como “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Dessa forma, ele deixa claro que o ensino não depende somente do professor, e a aprendizagem não pode ser vista como algoque é exclusivamente para o educando. Em outras palavras, Paulo Freire está dizendo que "não há docência sem discência, que as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças que os caracterizam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Neste primeiro capítulo, o autor trata sobre vários aspectos do ato de ensinar na prática docente, mostrando que o professor deve ter aconsciência da natureza da ética da prática educativa e de que ela é especificamente humana, e, por isso mesmo, ensinar exige rigorosidade metódica, exige pesquisa, ensinar exige respeito aos saberes dos educandos, exige criticidade, exige estética e ética; ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo, exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação; ensinar exigereflexão crítica sobre a prática educativa e exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural. Todos estes conceitos são denominados por Freire como “alguns saberes fundamentais à prática educativo-crítica ou progressista” e são explicados por ele neste primeiro capítulo, de forma simples e ao mesmo tempo aprofundada. Segundo Freire o professor precisa entender que “ensinar não étransferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”. Este é justamente o tema tratado no segundo capítulo do livro. Aqui, o autor expõe uma concepção do pensar certo, pois segundo ele, para o educador saber que ensinar é algo muito maior do que transferir conhecimento é “fundamentalmente pensar certo”. Coloca que isto não é algo simplório e fácil, mas lembra...
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