Resenha do livro os intelectuais da educação

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  • Publicado : 1 de março de 2013
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• RESENHA DO LIVRO OS INTELECTUAIS DA EDUCAÇÃO
(HELENA BOMENY)

O livro nos mostra a trajetória da educação no Brasil desde o fim do século XIX com a abolição da escravatura e dos intelectuais que contribuíram para a construção e reforma do sistema educacional brasileiro. Dentre eles, podemos destacar Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Gustavo Capanema, Darcy Ribeiro, entre outros.
Adesigualdade no sistema educacional brasileiro começa a surgir já na primeira constituição em 1891, que estabelece que os Estados e Municípios sejam responsáveis pelo ensino elementar. Sendo assim, estes investem na educação segundo suas prioridades políticas definidas por sua elite, gerando a desigualdade.
Em 1906, o analfabetismo atinge cerca de 74,6% da população em idade escolar, herança dasubmissão ao trabalho forçado e da exclusão do convívio social da maioria da sociedade pela escravidão. Nessa época, mesmo com a abolição dos escravos, a sociedade era incapaz de incorporar os cidadãos na vida comunitária. As escolas eram reservadas as elites, que não queriam abrir o conhecimento para a sociedade e a população que vivia isolada no meio rural não tinha como expressar suasinsatisfações e exigir seus direitos, mantendo o equilíbrio entre baixa demanda e poucas escolas até o início do século XX.
Em 1910, devido ao atraso brasileiro com relação às nações mais prósperas, surge a pressão por mais investimento na educação, estimulando a criação e o aprimoramento das escolas técnicas e do ensino profissional, que ganhou força com a primeira guerra mundial, pois devido a essacontingência externa, ao invés de trazer imigrantes, o Brasil teve que integrar seus próprios recursos humanos ao mercado de trabalho, tendo que remodelar a massa inculta despreparada às pressas. Assim, a educação profissionalizante nasce associada aos cidadãos de “segunda classe“, os “miseráveis”, marca que ficou na tradição brasileira e ainda hoje é ponto de discussão.
Em 1930, foi criado oprimeiro Ministério da Educação e Saúde, símbolo importante na reorientação da educação no Brasil. As duas pastas só se separaram em 1953, mas foi a primeira vez que se viu um grande empenho pela institucionalização de uma política educacional.
A partir daí, diante do analfabetismo, visto como uma condenação ao projeto republicano, surgiram sugestões de alfabetização intensiva, a fim detentar resolver em pouco tempo um problema de séculos. Essa precariedade educacional motivou a atuação das ligas de Defesa Nacional na luta pela educação popular com projeto de alfabetização em massa e disseminação da escola primária, acreditando ser a solução para as mazelas da sociedade brasileira.
A criação da Associação Brasileira de Educação (ABE) e o movimento dos reformadores da década de1920, conhecido como Escola Nova, buscando influenciar na implantação de políticas educacionais foram respostas críticas a esse tipo de solução para o analfabetismo.
O movimento Escola Nova foi inspirado nos avanços do movimento educacional norte americano e de outros países europeus, com grande repercussão no Brasil, onde se empenha em questionar diretamente a dispersão dos acontecimentos, afragmentação de informações, a forma como se conduziu a educação brasileira no início da República. Seus ideais foram inspirados na concepção de aprendizado do aluno por si mesmo, por sua capacidade de observação e experimentação, orientado e estimulado por profissionais da educação treinados especialmente para isso. Duvidando dos métodos convencionais, acabava questionando toda uma maneiraconvencional do agir pedagógico.
O movimento renovador absorveu muito dos modelos externos. Da França, os pioneiros retiveram a convicção de que era preciso criar um sistema nacional de educação dirigido pelo Estado. Dos Estados Unidos, mantiveram o exemplo da extensão democrática com a propagação de uma escola pública, laica e gratuita e a crença de que pela ciência se construiria educação de...
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