Resenha do livro:jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 13 º ed. são paulo cortez, 2010.

KISHIMOTO, Tizuco Morchida. (Org). Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. 13 º ed. São Paulo: Cortez, 2010.


O capitulo que vamos abordar, é o primeiro capitulo desse livro denomina-se "O jogo e a educação infantil" e foi escrito pela organizadora Tizuko M. Kishimoto. É interessante, pois trata de questões básicas, como por exemplo, conceituar o jogo, o brinquedo e a brincadeira, umatarefa extremamente difícil de ser feita na medida em que estes conceitos e as palavras que os significam não são precisos nem em nossa língua portuguesa nem em grande parte das demais. Essa imprecisão na linguagem, nos conceitos lingüísticos, constrói-se a partir das complexas relações com o projeto histórico-social e cultural em que as práticas do jogo e do brincar são exercidas e que também nãoestão tão definidas. A própria autora trata de demonstrar a dificuldade da conceituação. Para tanto, busca essa definição em vários autores que produziram conceitos em diferentes tempos históricos e espaços geográficos. Este recorrido dá ao leitor uma série de informações, cabendo a ele realizar uma reflexão comparativa. Finalmente, a autora apresenta a sua definição dos termos (nem semprecompartilhada por todos os autores), e que não é inteiramente por mim acordada, pelo menos no que se refere à linguagem e às culturas brasileiras.
O jogo, para Kishimoto (2010), pode ser visto como “o resultado de um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras; e um objeto”. Esses três aspectos permitem a compreensão do jogo, diferenciando significados atribuídospor culturas diferentes, pelas regras e objetos que o caracterizam.
Pode-se inferir como jogos, uma variedade conhecidos, como: faz-de-conta, simbólicos, motores, sensórios-motores, intelectuais ou cognitivos, individuais ou coletivos, metafóricos, verbais, de palavras, políticos, de adultos, de crianças, de animas, de salão e uma infinidade de outros mostrando a multiplicidade de fenômenosincluídos na categoria jogo e cada um joga à sua maneira, pois tais jogos, embora receba a mesma denominação, cada um tem suas especificidades, dentro do contexto social, cultural em que estão inseridos.
Assim entende-se que no início da vida da criança, sua ação sobre o mundo é determinada pelo contexto social em que vive e pelos objetos nele contidos. As crianças aprendem a jogar ou brincar dentro deum processo histórico construído, onde aprendem com os outros membros de sua cultura, e suas brincadeiras são determinadas pelos hábitos, valores e conhecimento de seu grupo social. É no jogo e pelo jogo que a criança torna-se capaz de atribuir significados diferentes aos objetos; desenvolve sua capacidade de abstração e começa a agir diferente do que vê, mudando sua percepção sobre os referidosobjetos.
Brinquedo é outro termo indispensável para a compreensão desse campo, pois difere do jogo, o brinquedo supõe uma relação íntima com a criança e a indeterminação de regras para sua utilização. “o brinquedo estimula a representação, a expressão de imagens que evocam aspectos da realidade”. Uma boneca permite à criança várias formas de brincadeiras. Os jogos, como o xadrez, e os deconstrução exigem certas habilidades definidas pela estrutura preexistente no próprio objeto e suas regras. Pelas definições evidenciadas vê-se que, jogos, brinquedos e brincadeiras são termos que empregados com significados diferentes, terminam se tornando imprecisos, pois existe uma variedade de jogos conhecidos que podem ser considerados como brincadeiras e, muitas vezes um brinquedo também é utilizadocom objeto de um jogo, de uma brincadeira. Essas considerações são reforçadas por Kishimoto (2010), salientando que a perplexidade aumenta quando se observa diferentes situações receberem a mesma denominação, para alguns, é brincadeira, para outros, é jogo e assim sucessivamente.
Afirma a autora que a variedade de fenômenos considerados como jogo mostra a dificuldade de definição e aumenta...
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