Resenha do livro do mundo da leitura para a leitura do mundo, marisa lajolo

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Do mundo da Leitura para a Leitura do mundo – Marisa Lajolo – Editora Ática – 2004

O livro de Marisa Lajolo, publicado pela Editora Ática, no ano de 2004, refere-se à importância da leitura, como compreendê-la, como fazê-la e de como ela é parte integrante de nossas vidas. É um livro indicado para docentes de ensino fundamental I e II, já que trabalha a questão da leitura para o mundo e viceversa, a qual está inserida na literatura, seja ela clássica ou as mais modernas. Logo na introdução a autora nos cerca dizendo que ninguém nasce sabendo ler: que se aprende na medida em que se vive. Ler livros se aprende na escola, mas outras leituras por aí, o que quer dizer que na vida, a leitura propriamente dita, não aprendemos apenas na escola e sim no cotidiano, na interação com o meio, acada momento que passa.
A autora diz que lemos para entender o mundo e que entendemos o mundo através da leitura, num círculo, numa prática infinita. Ainda na introdução, ela afirma que a leitura é fonte de prazer e de sabedoria, que a leitura é inesgotável em seu poder de sedução nos finos círculos da escola. A escola mostra o caminho, dirige essa pesquisa inicial. Continuando, ela propõe umareflexão teórica, uma abordagem histórica e reflexiva e a análise textual que constituem um caminho seguro e paisagens sedutores na tão indispensável travessia do mundo da leitura á leitura do mundo.
No capítulo I, Leitura Literária na Escola, Marisa Lajolo diz que falta inspiração e elegância nos textos dos livros didáticos e paradidáticos e que estes parecem seguir apenas a moda do instantecitando ao iniciar o tópico um texto de Brathes (escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês) que diz que apenas a disciplina literária não deveria ser expulsa do ensino, já que todas as ciências estão presentes no monumento literário. Ela concorda com ele, pois que a literatura decorre todas as disciplinas, é multidisciplinar e transversal também.
A autora expõe que não seestá fazendo uso adequado dos textos literários e que as discusões pedagógicas deixam de lado a concepção de literatura propriamente dita. Seleciona alguns argumentos colhidos de profesores de várias escolas, que poderiam ser do Brasil todo, onde os dizeres e as angústias são os mesmos, implicando no descaso e no desinteresse dos alunos para com a leitura e do desãnimo dos profesores. Acredita queseja a prestação de contas da leitura feita, os deveres, tarefas e obrigações que fazem o desemcanto e o amargor das literaturas. Faz citação do poema de Fernamdo Pessoa que declara sua contrariedade à leitura solidarizando-se com que não gosta e das ditas tarefas que ele chama de papéis pintados com tinta.
Para a autora do livro, o professor nada mais é que um expositor de um produto e daseditoras, depois de ter conhecimento pela pesquisa que fez, de algumas expressões que ela considera dura e cinzenta: trabalho árduo, atividade exigida, leitura obrigatória... que põe aperder a qualidade da literatura.
Para Marisa Lajolo o professor não é nem mais o responsável por elaborar e planejar suas aulas, visto que esta tarefa está a cargo das editoras, dos livros didáticos e paradidáticos,que os professores segue um roteiro alheio e sem sua participação e que todas as atividades feitas em sala de aula, em nome da motivação de ler, é sem importância, pois o mais imprtante é o contato solitário e profundo que o texto pede. Ou o texto dá sentido ao mundo, ou o mundo não tem sentido algum.
É preciso contextualizar históricamente e texto que se lê, o que é quase impossível emfragmentos de texto, para que se tenha conhecimento do que veio antes, do que o texto quer dizer, dixando a leitura superficial, sem graça, aturdindo os leitores e desacreditando o autor do texto literário. Mas é necessário continuar a ajudar os alunos a seperar esse impasse que poderá cumprir da melhor forma possível o espaço de liberdade e subversão, que em certas condições está inserido no texto...
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