Resenha do livro de hobsbawn

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HOBSBAWN, Erick I. Nações e Nacionalismos desde 1780: programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

Maria de Jesus Vieira

Na introdução de seu livro Erick Hobsbawn deixa bem claro seu objeto de estudo, que é entender os termos nação e nacionalismo em várias épocas reforçando que para entender esses termos é necessário bastante leituras. Comenta que o termo nação não é tãovelho como a história, pois o mesmo surgiu nos séculos XVIII e XIX e que o período mais iluminado a respeito desses termos é no período de 1968 – 1988. Hobsbawn enfatiza que é muito difícil distinguir uma nação de outra e critica alguns critérios utilizados por alguns autores para definir uma nação como a língua ou etnias como meio para a existência de uma nação, alerta sobre a existência dehomogeneidade na língua ou raça, pois as duas esse sentido não dão idéia de nação, além de o objetivismo também não serem satisfatórios para a definição de nação. Hobsbawn leva em conta para início de trabalho a nação como qualquer corpo de pessoas suficientemente grande, cujos membros consideram-se como membros de uma nação, afirma ainda que para se discutir nação e nacionalismo são necessário estarrelacionado a um Estado Territorial, as nações e seus fenômenos devem ser analisados em termos econômicos, administrativos, técnicos e políticos.
O autor organizou seu livro em seis capítulos para facilitar a compreensão do termo nação e suas transformações sendo o primeiro A Nação Como Novidade: da revolução ao liberalismo; o segundo O protonacionalismo popular; o terceiro A perspectivagovernamental; o quarto As transformações do Nacionalismo: 1870-1918; o quinto O apogeu do nacionalismo: 1918-1950 e o sexto O nacionalismo no final do século XX.
No capítulo I Hobsbawn utiliza o conceito de nação no sentido moderno, afirmando que a característica básica da nação moderna e de tudo que ela está ligada é a sua modernidade, enfatizando que antes de 1884 o governo não estava ligado ao conceitode nação. Afirma que antes de 1884 a palavra nação significava simplesmente o agregado de habitantes de uma determinada província, pois ou reino e com a era moderna significa um Estado ou corpo político que reconhece um centro supremo de governo comum seus habitantes, considerando como um todo. Hobsbawn chama atenção para a questão da visão de alguns grupos nacionais que se sentiam nações porterem uma língua homogênica e origens comuns, pois ele diz que isso não basta para ser uma nação, assim como também critica Adam Smith por seu conceito de nação ser baseado apenas por pertencerem a um Estado territorial e mostra que para o conceito de nação é necessário uma teoria liberal para a reconstrução do termo nação, onde nessa tese é apoiado por Jonh Stuart Mill e Walter Begehot.
Oliberalismo criticava o mercantilismo, pois deveria haver uma separação entre empresa e nação e o mercatilismo defendia que não havia lugar para a nação ou qualquer coletividade maior do que uma empresa, então as nações estavam diretamente ligadas a essas empresas. No que diz respeito ao período clássico do nacionalismo liberal as nações eram julgadas para saber se eram viáveis ou não tanto cultura comoeconomicamente e assim alguns pequenos Estados se uniam a outros por não se acharem viáveis, assim como também a expansão e evolução da economia é que determinava se era nação ou não. Para os austro-marxistas os Estados-Nações seriam nacionalmente heterogêneas, pois havia muitas partes da Europa que as nações estavam misturadas, para Marx e Engels a nação representaria um estágio de desenvolvimentohistórico da sociedade humana.
Diante de tantas visões diferentes sobre os critérios a considerar um Estado como nação o autor mostra que o liberalismo do século XIX que estava ligado ao capitalismo burguês considerava três critérios para ser considerado uma nação. Primeiro o povo deveria ter uma associação histórica com um Estado existente; segundo, deveria haver a existência de uma elite...
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