Resenha do cap. 2 e 3, uma historia social da midia

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RESENHA

Autor: Elton Danilo Viana de Lira Batista.
Aluno do Iº Período de Comunicação Social / Jornalismo 2011.
Abril de 2011.
Uma História Social da Mídia, de Gutenberg à internet. Asa, Briggs; Burke, Peter.
Uma obra que abarca a comunicação no mundo ocidental do século XV, aos nossos dias.

A MUDANÇA SOCIAL PROPORCIONADA PELA
IMPRENSA
A imprensa foi uma descoberta que marcou ahistória, não só pelo novo modo de disseminação da informação, mas como uma ferramenta que proporcionou mudanças sociais, políticas e psicológicas. Isso alterou todos os aspectos da cultura europeia do século XV. Como instrumento de mudança, contribuiu consideravelmente para a emergência da ciência, religião, cultura e política. Contribuiu, de certo modo, para o surgimento de um novo modelo que surgia, aera moderna (BACELAR,1999).
Tida como um dos símbolos do Renascimento, a imprensa de caráter móvel favoreceu o rompimento da estrutura social rígida, que determinava as leis, contribuindo para o surgimento de uma classe média intelectual (BACELAR, 1999).
A tecnologia da impressão desencadeou uma revolução nas comunicações, alargando consideravelmente a circulação da informação, alterando osmodos de pensar e as interações sociais. Pode-se observar mudança significativa nos fins e nos métodos da educação, em decorrência dessa nova tecnologia. A partir do século XV, começou a desgastar-se o ponto de vista de que o fim principal da educação escolar era transmitir informações, de um-para-um, ou de um-para-poucos, num contexto presencial. Com a invenção de Gutenberg tornou-se possíveltransmitir informações de um para milhares/milhões. Houve a disseminação da informação de forma mais democrática, quando o conhecimento deixou de ser de poucos, para abranger uma massa maior.
A informação ganhou novas fronteiras e o pensamento alastrou-se por áreas ou regiões a que antes não tinham acesso, mesmo sendo a alfabetização um privilégio de poucos. Houve, nesse sentido, uma quebra do modo dereter o conhecimento, antes limitado a poucos (CHAVES,2005).
Foi por volta de 1450 que Gutenberg inventou a prensa de tipos móveis. Com esse invento, tornou-se possível imprimir milhares de cópias idênticas de panfletos e livros. Antes do final do século XVI já havia, literalmente, milhões de livros impressos esparramados pelo mundo ocidental. A partir daí, a comunicação escrita, através decartas, panfletos e livros, tornou-se uma prática social bem estabelecida, mesmo já sendo usada há pelo menos dois mil anos (CHAVES, 2005).
Até o século XV, a civilização era composta predominantemente por analfabetos e, numa estrutura social baseada no pilar da Igreja e da nobreza, o controle social era efetuado pela fé e pelos dogmas. As escrituras eram impostas ao povo sem questionamentos. Com ainvenção de Gutenberg, a estrutura social ganha uma nova dimensão e passa a ganhar um novo sentido. A fé foi abalada, e o livro nesse contexto seria a “pedra fundamental” para a democratização não só da informação, mas de todo o modo de pensar dos tempos futuros. De certa forma é impossível pensar a realidade sem pensar na contribuição da imprensa e do livro para o progresso das sociedades(SCHILLING, c.2002a).
Se por um lado a Igreja perde espaço e poder por causa dos novos valores que os impressos viriam a causar, por outro utiliza a invenção como uma maneira eficaz de vender indulgências. Se antes essa prática era feita com recibos feitos a mão, passou então a imprimir mais de 200 mil. A imprensa provocou indiretamente a Reforma Protestante (SCHILLING, c.2002a).
Para Chaves (2005), oinvento de Gutenberg foi fundamental para o surgimento do protestantismo, da ciência experimental e dos estados nacionais, que hoje são partes essenciais do cenário em que vivemos, pelo menos no Ocidente. A invenção foi
uma força motriz que dinamizou transformações tão rapidamente e que, sem ela, até poderia haver mudanças paradigmáticas, mas não com a intensidade e rapidez com que ocorreu....
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