Resenha de O PR NCIPE NICOLAU MAQUIAVEL

765 palavras 4 páginas
MAQUIAVEL, Nicolau. Xavier, Lívio. O Príncipe. 3ªed., 2010. Bauru, SP: EDIPRO. Em O Príncipe, Maquiavel transmite ao seu leitor um conhecimento, de vários anos de estudo que a ele custou muitos sacrifícios e perigos, compactados em um pequeno volume cuja ornamentação foi apenas a verdade. Sua obra conflagrou as teorias políticas que diziam respeito ao Estado, pois não se preocupou com um Estado ideal, nem com a moral, mas preocupou-se em entender e explicar as causas que o levam a existir, desenvolver-se, decair. Destinou a mesma “ao Magnífico Lorenzo de Médici” que pouca importância a ela destinou; mas de uma maneira ainda desconhecida, posteriormente foi amplamente divulgada, agradando a alguns e desagradando a outros.
Nessa composição - O Príncipe -, o ilustre autor afirma que a história é mestra da vida, especialmente dos governantes e, portanto, as paixões humanas devem ser conhecidas e controladas e aqueles que se rebelam, devem ser punidos, porém, não deve ser o Príncipe um tirano, apenas tem de ser suficientemente forte para plasmar a ordem e a coesão social; dizia também que só a lei pode coagir, inibir, homens que são por natureza maus, egoístas, ambiciosos; reflete sobre a fortuna e a virtude, aconselhando atenção aos sinais da fortuna, pois, caso contrário, se conhecerá a ruína; a ordem na organização do Estado é o seu núcleo, mas ele adverte que não há ordem ideal com validade absoluta, pois, o povo é uma matéria cuja forma resulta de uma determinada situação social, cabendo ao fundador do Estado captar o momento e dispor a forma desejada.
Nicolau Maquiavel nasceu em 3 de maio de 1469 e descende de um ramo pobre da nobreza toscana. Vivenciou um período de grandes conturbações para seu Estado de origem, a Itália, período no qual o homem passava a acreditar em seu potencial e na razão, em tudo que era racional, real e experimental, em que o técnico e o científico atropelaram todos os conceitos de fé, de Deus, da Igreja, em que o

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