Resenha da origem da teoria da burocracia (max weber)

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RESENHA

INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
Cap. 11 - Modelo Burocrático de Organização:
Origem da Teoria da Burocracia (Max Weber)





CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: Cap. 11 - Modelo Burocrático de Organização: Origem da Teoria da Burocracia - Max Weber. 5 ed. Rio de Janeiro: Campus 2000. 920 p.

Filho de pai advogado, cujafamília era de classe média alta, Emil Maximilian Weber (Max Weber), nasceu na Alemanha em 21 de abril de 1864 na cidade de Erfurt. Estudou Direito, Economia Nacional, Filosofia e História e em seguida fez Doutorado em Direito. Seus principais trabalhos foram: Sistema econômico e sociedade e, A ética protestante e o espírito do capitalismo. A partir da década de 40 existiam críticas feitas tanto àTeoria Clássica pela sua forma mecânica, quanto à Teoria das Relações Humanas pelo romantismo ingênuo que apresentava. Essas críticas revelavam a falta de uma teoria organizacional mais sólida e abrangente e que servisse de orientação para o trabalho do administrador. Em vista desta dificuldade, estudiosos buscaram nas obras de um economista e sociólogo já falecido, chamado Max Weber, a inspiraçãonecessária para essa nova teoria da organização. Surgindo assim, a Teoria da Burocracia na Administração. Onde A burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, ou seja, na adequação dos meios aos fins pretendidos, com a finalidade de garantir a máxima eficiência possível para alcançar os objetivos desejados. Portanto, Max Weber, sociólogo alemão, foi o idealizador daSociologia da Burocracia. Weber foi professor das Universidades de Friburgo e de Heidelberg e ficou famoso pela teoria das estruturas de autoridade. Com a tradução de alguns de seus livros para a língua inglesa, a Teoria da Burocracia em administração, ganhou destaque nos Estados Unidos. Assim sendo, a Teoria da Burocracia desenvolveu-se na Administração por volta de 1940, em função dos seguintesaspectos: a. A fragilidade e a parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações Humanas, onde ambas eram oponentes e contraditórias entre si, e não possibilitavam uma abordagem global e integrada dos problemas organizacionais. Ambas possuíam pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, enfatizando a necessidade de um enfoque amplo e mais completo; b. A importância de ummodelo de organização racional capaz de orientar todas as variáveis envolvidas, bem como, o comportamento dos membros que dela participam. E também, aplicável não somente à fábrica, mas a todas as formas de organização humana e principalmente às empresas; c. Com o crescente tamanho, e complexidade das empresas, passou-se a exigir modelos organizacionais bem mais definidos, onde milhares de homens emulheres, colocados em diferentes setores de produção, e em diferentes níveis hierárquicos, como: engenheiros e administradores no alto da pirâmide e, operários na base, deveriam executar tarefas específicas aos seus cargos e serem dirigidos e controlados. Por isso, tanto a Teoria Clássica como a Teoria das Relações Humanas mostram-se ineficientes para responder a tais questões; d. O surgimento daSociologia da Burocracia, a partir da descoberta dos trabalhos de Max Weber, foi proposto um novo modelo de organização onde as organizações não tardaram em tentar aplicá-lo à prática, lançando assim, as bases da Teoria da Burocracia. Quanto a sua origem, a burocracia, como a base do moderno sistema de produção, foi vista por Weber nas mudanças religiosas verificadas após o período renascentista.Weber salienta que o sistema moderno de produção, racional e capitalista, não teve sua origem nas mudanças tecnológicas nem nas relações de propriedade, como afirmara Karl Marx, mas de um novo conjunto de normas sociais morais, às quais ele denominou de “ética protestante”. Max observou que o trabalho duro e árduo, como dádiva de Deus, a poupança e o ascetismo (prática da abstenção de prazeres e...
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