Resenha da obra de cano

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Resenha - Desconcentração produtiva regional do Brasil 1970-2005 de autoria de Wilson Cano

o livro Desconcentração produtiva regional do Brasil 1970-2005 de autoria de Wilson Cano faz uma abordagem no capitulo introdutório, sobre os aspectos macroeconômicos mais relevantes da trajetória da economia brasileira, do período denominado “milagre (1967-74), ao atual, realçando a inserção doestado de São Paulo nesse processo. O texto se detém em maiores detalhes no exame do período posterior a 1989, quando o pais adota as políticas econômicas neoliberais de corte. Ainda neste capítulo o autor trata da natureza e o caráter da desconcentração produtiva regional entre 1970 e 2004.
No item que discute o Brasil: do milagre econômico à estagnação o autor destaca que entre 1967 e 1980 apolítica econômica nacional esteve voltada para expansão e diversificação produtiva, com o objetivo de acelerar o crescimento, ampliar e diversificar nossas exportações. Essa política exigiu que a infra estrutura de transporte, energia e telecomunicações fosse também contemplada com pesados investimentos, assim o elevado crescimento se fez em grande parte, mediante forte endividamento externo. Muitosdesses investimentos realizados na década de 1970 a maior parte dos quais fora de São Paulo e do Rio de Janeiro foram consoante à política de desconcentração produtiva, espacialmente na agropecuária, na agroindustrialização, na mineração e na metalurgia básica e de infra-estrutura
Com o surgimento da nova política de incentivo às exportações obteve grande sucesso crescendo a média anual de 22%entre 1970 e 1980. Ainda assim as enormes pressões da crescentes importações de bens de produção gerariam grandes déficits na balança comercial, que foram agravados a partir de 1974, com a alta do preço do petróleo. Contudo a crise da economia internacional, toma rumos inesperados a partir de fins de 1979. O efeito imediato para os países subdesenvolvidos e fortemente endividados, como o Brasil foi ocorte substancial do financiamento externo, com o baixo crescimento, crise crônica de balanço de pagamentos, corte do credito interno, elevação acentuada das dívidas publicas externa e interna.
Durante a década perdida o crescimento foi medíocre, tanto para o Brasil como para São Paulo; e a industria de Transformação, o setor antes mais dinâmico, TVE desempenho ainda pior. A estagnação estimuloufortemente as exportações, que cresceram 71% entre 1980 e 1989. O aumento da divida externa, entre o inicio e o fim da década, saltou de 64 para 115 bilhões de dólares. Com o agravamento da competição internacional a constituição ds chamados grandes blocos ampliou ainda mais os gigantescos fluxos de capitais e com isso se disseminou o processo de globalização dos mercados.
O sistema FinanceiroInternacional, ressuscitou o liberalismo, preconizando políticas neoliberais que, em resumo, contemplam, fundamentalmente: desregulamentação para os fluxos internacionais de capital, ruptura dos monopólios públicos, privatização, abertura comercial e flexibilização das relações de trabalho. O discurso político da abertura da globalização resultou na Rodada Uruguai e depois na Organização Mundial doComercio (OMC), em mais um engodo aos países desenvolvidos.A busca ideológica por estado mínimo respaldou também as novas políticas de descentralização, que tentaram transferir atribuições e recursos do poder central aos poderes locais. Assim, na década de 1990, o receituário neoliberal implicou a submissão consentida dos países subdesenvolvidos à Nova Ordem.
O conjunto das políticas deestabilização e das reformas implantadas constitui um todo articulado: ampla liberdade para o capital financeiro apropriar-se de elevados ganhos setoriais e regionais de toda ordem; a reforma do sistema financeiro nacional; a abertura comercial e de serviços, mediante forte rebaixamento tarifário e não tarifário e valorização cambial; flexibilização das relações trabalho-capital; as reformas...
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