Resenha critica

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  • Publicado : 17 de abril de 2012
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1 - Referência Bibliográfica

LOPES, c.s¹; GASPARIN, j.l². Violência e Conflitos na Escola: desafios à prática docente. Acta Scientiarum Human and Social Sciences. v.25, no.2, p.295-304,2003.

2 – Credenciais do autor

¹Departamento de Geografia, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, Paraná, Brasil.
²Departamento de Teoria e Prática Educacional,Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, Paraná, Brasil.

3 – Resumo da Obra
Este artigo discute o fenômeno da violência no âmbito das escolas públicas da
cidade de Maringá-PR, tendo como foco principal de análise a relação professor-aluno.
Com base em pesquisa bibliográfica e em dados coletados em pesquisa de campo, realizada em duas escolas públicas estaduais destacidade, busca avaliar o grau de violência que aí se instaura, dispensando especial atenção à percepção que alunos e professores têm do fenômeno. Verificou-se que, a despeito das notícias veiculadas pelos meios de comunicação, a maior parte da violência identificada no âmbito dessa relação não está relacionada ao paroxístico, mas a um conjunto extremamente diverso de “pequenas violências” que, noentanto, vêm aumentando quantitativa e qualitativamente. Constituída principalmente pelo desrespeito, pelas ameaças e pelas agressões verbais, essa categoria de violência tem provocado o exacerbamento dos conflitos próprios da relação professor-aluno, dificulta o processo ensino-aprendizagem e pode propiciar o desenvolvimento de violências maiores.

4 – Conclusões do Autor

É fato que, comoesta, as pesquisas que contemplam o tema da violência escolar apontam para a multicasualidade e complexidade do fenômeno. No entanto, não podemos cair no fatalismo e revestirmos a questão de contornos inexoráveis. Pelo contrário, a reflexão nos sugere outro caminho: é necessário investirmos em projetos
de desconstrução da violência em diversos níveis.
Embora as medidas de segurança possamser recomendadas em determinados locais e em algumas situações de violência extrema, é indispensável e essencial que o problema seja tratado como uma questão educativa. Conclusivamente, nem as variáveis exógenas (relacionadas ao sistema econômico, a desestruturação familiar, as políticas
públicas, etc.), bem como as variáveis endógenas (associadas ao grau de organização ou
desorganização local,os métodos e padrões de ensino de cada escola), tomadas isoladamente, podem dar respostas satisfatórias a essa problemática.
Dessa forma, como defendem alguns dos teóricos que deram sustentação a este trabalho, a ação de “peritos”, “gurus”, de indivíduos que temporariamente se fazem presentes no ambiente escolar, ou, em última instância, da atividade policial, não pode trazer os resultadosque se imaginam (Lucas, 1997; Codo, 2000). Não queremos negar a necessidade do policiamento como suporte para a manutenção da ordem pública,
ou dispensar a assessoria dos estudiosos do tema, mas evidenciar e valorizar o papel que cabe à própria comunidade escolar no desenvolvimento de práticas efetivas e duradouras de combate. Distanciando-nos de práticas autoritárias e coercitivas e das “fórmulasmágicas que tudo resolvem”, cremos que as estratégias de combate devem estar expressas em um projeto político-pedagógico pelo qual o desenvolvimento e o envolvimento na formulação e concretização de um determinado padrão ético devem
ser obrigatórios a todos os membros da comunidade escolar.
É, portanto, de suma importância não cindir a transmissão de conteúdos da formação ética doseducandos. Considerando com precisão a diferença existente entre autoridade e autoritarismo e entre liberdade e licenciosidade (Freire, 2000), é necessário que o professor e a comunidade escolar, de uma forma geral, não abdiquem das questões disciplinares de seus membros e não deixem de promover o debate e a reflexão acerca da violência ou violências que nos espreitam cotidianamente. O processo educativo...
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