Resenha critica dos capítulos sexto e oitavo do livro fundamentos da bioética: aspectos antropológicos, ontológicos e morais; autor: francesco bel lino

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  • Publicado : 24 de novembro de 2011
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CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS
DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
ÉTICA

A obra
Resenha critica dos capítulos Sexto e Oitavo do livro Fundamentos da bioética: Aspectos Antropológicos, Ontológicos e Morais; Autor: Francesco Bel Lino

Apresentação
Nestes dois capítulos o autor expõe a estrutura ternaria e o os princípios fundamentais e gerais dabioética introduzindo um terceiro, o principio da complexidade e busca apresentar soluções capazes de re/mediar conflitos ideológicos e de valores nesse campo.

O texto
Capitulo seis
Princípios da bioética e a experiência moral
O capitulo sexto inicia por apresentar os três princípios fundamentais da bioética. São eles o principio da autonomia (autodeterminação) que é a liberdadeindividual e o consenso livro e informado O principio de beneficência preza que todas as medidas devem ser tomadas visando sempre o maior bem para o paciente e o principio de justiça prevê a justa partição pela sociedade dos ônus e benefícios. Também chamados princípios prima-facie ou penúltimos, pois, nenhum deles deve ser absolutizado, porém, quando dois ou mais princípios se chocam deve-se,segundo o caso, decidir qual deve ser priorizado. O texto ressalta a importância dos princípios para servir de modelo universal paradigmático, contudo a rigidez das normas não permite acompanhar a complexidade de aspectos que envolvem o homem. Assim apoiando-se em vários pensadores e teóricos da bioética defende ser a vivência de valores internalizados e explicitados na conduta cotidiana como aamizade e uma abordagem centrada na pessoa humana, e sua miríade de necessidades, principalmente afetiva, e não apenas seu quadro clínico, surtirão mais efeitos desejáveis no tratamento de pacientes. O autor busca em sua argumentação os fundamentos filosóficos e morais para fundamentar uma “linha mestra” que possa servir de guia em bioética, não como modelo absolutizado, desta forma sem abrir mão dasabedoria experiencial (phronesis) para adéquá-la aos casos particulares. Entender o ser humano enquanto pessoa significa enxergá-lo como um alguém que merece e deve receber carinho, amizade, amor. A tomada de decisão considerando os aspectos complexos humanos e o estabelecimento de uma relação médico/paciente que extrapole a mera prestação de serviços médicos, mas, favoreça a criação de vínculos deconfiança e fraternidade no cuidado do outro, ainda que se insinue como um discurso minoritário, contudo, defendido por não poucos.

O paradigma da complexidade e a estrutura ternaria
A estrutura ternaria da bioética baseia-se no cuidado de si mesmo, do outro e do meio social justo. É o desejo mais intimo do homem tornado em máxima. Colabora neste sentido a proposta de Diego GraciaGuillen, o qual defende a introdução de um terceiro paradigma aqueles já estabelecidos pela bioética, neste modelo o critério universal ou “U” deve zelar que toda ação seja de interesse coletivo e o critério particular ou “P” a qual estabelece a necessidade de se levar em consideração a situação singular e as condições especificas de cada pessoa, bem como as conseqüências advindas de tal decisão,visando sempre o mal menor. Guillen então propõe um terceiro paradigma, o da complexidade, este deve ser incorporado aos outros dois, pois leva em conta as contingências e irá embasar a tomada de decisões valendo-se de consciência moral na interação dos três princípios. Deste modo julga-se com prudência ( sabedoria) adequando o dever (“U”) a todo caso de exceção (“P”) cuja especificidade do homemsolicita atenção as contingências de cada caso e atentando para suas conseqüências com base numa retidão moral (“C”).

Capitulo oito
Bioética e ética civil
As questões que se impõem, frente às infinitas possibilidades propiciadas pelos avanços sem freio das ciências contemporâneas, são muitas. O autor aborda uma área de conflito de valores na bioética, entre aqueles que sacralizam...
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