Resenha Critica do Livro Pedagogia da Autonomia

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  • Publicado: 29 de junho de 2013
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RESENHA CRITICA
PEDAGÓGIA DA AUTONOMIA
SABERES NECESSÁRIOS A PRATICA EDUCATIVA.
PAULO FREIRE









FACIG – FACULDADE CIDADE DE GUANHÃES
CAETITÉ – 2013
RESENHA CRÍTICA DO LIVRO PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

FREIRE.PAULO. Pedagogia da autonomia? Saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1996.
Paulo Reglus Neves Freire foi um educador e filósofo brasileiro. ÉPatrono da Educação Brasileira. Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
A pedagogia da autonomia de Paulo Freire é uma obra de grande importância na educação não só brasileira, como também mundial. Tem grande relevância porque da forma que foi criada e no campo que se insere torna-seatual, pois, trata da estreita relação educador-educando, professor-aluno. Esta obra serve como ideologia de ensino para educadores de todo o mundo, colocando em evidência a importância da autonomia dos educandos assim como o conhecimento que os mesmos trazem de casa já que para Paulo Freire deve-se considerar que o educando é um ser histórico e social.
No tema “Educação”, o autor Paulo Freire nãonecessita de apresentação, fala por si só em suas diversas obras, e vai muito além das mesmas, até em sua posteridade. Nesta obra, Freire esclarece o público alvo, sendo estes docentes formados ou em formação, insistindo que formar um aluno é muito mais que treinar e depositar conhecimentos simplesmente são mais do que ensinar técnicas de desenvolvimento. E que, para formação, necessitamos de éticae harmonia. Complementa que as mesmas precisam estar vivas e presentes na prática educativa, sendo esta a responsabilidade do professor. A prática educativa deve vir sem interesses, daí a importância do respeito às diferentes posturas profissionais dos professores e a necessidade constante de busca de conhecimentos e atualização. Freire fala da esperança e do otimismo necessários para mudançasdentro deste contexto e nunca se acomodar, pois no seu entendimento “as pessoas são seres condicionados, mas não seres determinados”.(pg 59)
No primeiro capítulo, Paulo Freire ressalta a necessidade de uma reflexão crítica sobre a prática educativa; sem essa reflexão, a teoria pode ir virando apenas discurso; e a prática, ativismo e reprodução alienada. Existem diferentes tipos de educadores:críticos, progressistas e conservadores. Apesar destas diferenças,
todos necessitam de saberes comuns tais como: saber dosar a relação teoria e prática; criar possibilidades para o aluno produzir ou construir conhecimentos; reconhecer que ao ensinar, se está aprendendo, sendo este posicionamento de grande importância.(pg.25)

Procura também mostrar que a teoria deve ser coerente com a prática doprofessor, que passa a ser um modelo e influenciador de seus educandos: não seria convincente falar para os alunos que o alcoolismo faz mal à saúde e tomar bebidas alcoólicas, deve-se ter “raiva” da bebida, pois a emoção é o que move as atitudes dos cidadãos. Várias vezes, o autor fala da “justa raiva” que tem um papel altamente formador na educação. Uma raiva que protesta contra injustiças, contra adeslealdade, contra a exploração e a violência. Podemos definir esta “justa raiva” como aquele desconforto que sentimos mediante os quadros descritos acima.
A prática educativa em si deve ser um testemunho rigoroso de decência e de pureza, já que nela há uma característica fundamentalmente humana: o caráter formador. Para isso, o professor deve se utilizar, como diz Freire, da corporificação daspalavras, como exemplo, e ainda destaca a importância de propiciar condições aos educandos, em suas relações uns com os outros ou com o professor, de treinar a experiência de ser uma pessoa social, que pensa, se comunica, tem sonhos, que tem raiva e que ama.(pág 46) Isto despe o educador e permite que se rompa a neutralidade do mesmo e assim acredita que a educação é uma forma de intervenção no...
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