Resenha crítica: noções de tempo nos anos iniciais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA
HISTÓRIA E EDUCAÇÃO I
ÁLVARO RAFAEL LEÃO PEREIRA
RESENHA CRÍTICA
PROFESSOR DOUTOR JOSÉ IRAN RIBEIRO
SANTA MARIA
2011NOÇÕES DE TEMPO NOS ANOS INICIAIS
A presente resenha crítica discorre a respeito do texto de uma parte da obra “Estudos Sociais: outros sabores e outros sabores” de HICKMANN (2002) ecolaboradores. O texto começa discutindo os objetivos dos anos iniciais, bem como do que vem sendo ensinado nesse período; retoma então que os anos inicias devem introduzir a criança no mundo daleitura e da escrita assim com os cálculos, não a título de instrumentalização, mas acima de tudo como pré requisitos necessários para socialização. Mas será que somente estes conteúdos são suficientes paraformar sujeitos críticos e autônomos, para isso então, retoma a importância e o direito de conteúdos como a história na vida destes sujeitos, conhecimentos que por anos foram chamados de estudossociais.
É notável no cotidiano escolar a presença da história apenas como, um momento de reverência aos “legados das elites” que implanta uma visão já naturalizada e definida como “normal” umasociedade ideal; um exemplo é a idéia de um sujeito normal, que é branco, com uma linguagem padrão (seja da escrita ou oral) e cristão; o que é uma exclusão implícita da diversidade que constitui umasociedade. O ensino de história tradicional tem passado um conteúdo linear, estático e descontextualizado; por exemplo, estudamos tempos e espaços da Europa sem entender suas implicações para nossasvidas, nossos alunos se identificam mais com as culturas distantes, mostradas pela mídia, sem perceber a importância e a singularidade de seu próprio espaço. Nessa perspectiva, a autora propõe uma modelode ensino que tem como referência de tempo dos alunos e das pessoas mais próximas a este, isso os faz compreender que o tempo, mais do que um “relógio”, é uma convenção social; hoje, por exemplo,...