Resenha - caso dorinha duval

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RESENHA: CASO DORINHA DUVAL


Resenhado por: Daniel Carlinni Brasil Barbosa; Elie Joseph Badr; Francisco Alves da Silva; Helen Leão Braga; Mariana Silva de Albuquerque; Mário Marcelo Siqueira Nogueira e Mirian de Souza Egas Figueiredo: Acadêmicos de Bacharelado em Direito, 4° Período, vespertino.


ELUF, Luiza Nagib. A paixão no banco dos réus: casos passionais célebres: de Pontes Visgueiroa Pimenta Neves / Luiza Nagib Eluf. — 3. ed. — São Paulo : Saraiva, 2007.


Luiza Nagib Eluf é Procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, especializada na área criminal. Autora de livros sobre cidadania e preconceito, crimes sexuais e assédio sexual, desta vez escreve a respeito de crimes passionais sob o prisma da igualdade de direitos entre homens e mulheres,no intuito de fazer uma retrospectiva histórica de fatos que marcaram o Brasil e, assim, combater a impunidade.
A obra - A paixão no banco dos réus — casos passionais célebres: de Pontes Visgueiro a Pimenta Neves, resgata com narrativa envolvente e por meio de um relato minucioso, a história forense brasileira no que diz respeito aos chamados “crimes passionais”. A autora demonstra, comêxito e rara competência, aquilo que Hungria já sustentava: o “passionalismo que vai até o assassínio muito pouco tem a ver com o amor”.
Os acadêmicos em tela, imbuídos do presente trabalho científico tem por finalidade apresentar resenha sobre o Caso Dorinha Duval, objeto de estudo exposto na obra literária da Dra. Luiza Nagib Eluf – Procuradora de Justiça, detalhando em obediência aosseguintes pontos: o crime, o julgamento, quem foi o Promotor e qual a tese da acusação, quem foi o Advogado e qual a tese da defesa, resultado do julgamento e conclusão do grupo.


O Crime - Na madrugada do dia 5 de outubro de 1980, no Rio de Janeiro, a atriz Dorinha Duval, na verdade Dorah Teixeira, de 51 anos, matou, com três tiros, seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Garcia Alcântara, comquem estava casada há seis anos. Dorinha dizia ter atirado no marido acidentalmente, tendo logo após os disparos, os quais atingiram o abdômen e o peito, ligado para o amigo José Francisco Scaglioni, publicitário ao qual pediu ajuda, os quais levaram a vítima ainda com vida ao hospital, Dorinha retirou-se em seguida, para evitar a prisão em flagrante. O cineasta chegou a ser operado, mas morreuna mesa de cirurgia.
Nos relatos a época, a Dorinha Duval, aos 51 anos de idade com uma belíssima carreira de atriz, pensava que nada mais iria abalar-te, foi quando em mais um momento de discussão com seu marido, amor de sua vida, de maneira ríspida e brutal foi rejeitada, chamada de velha, e tendo a vítima, falado que não a queria mais, pois se encantara e admirava somente meninas jovensde corpo rijo.


O Julgamento - Durante a instrução processual, a acusação levou para depor a testemunha Roberto Botto Itala, que se disse amigo da vítima. Ele contou que, um mês antes do crime, estava na empresa Art-Rio quando recebeu uma ordem do diretor Carlos Manga para esperar Paulo Sérgio na calçada e não deixá-lo entrar porque Dorinha estava armada na sala de Manga e pedia quePaulo Sérgio fosse demitido. No final, quando Paulo chegou, Dorinha já havia saído com a secretária Maria Celi Reis, tendo sido convencida a deixar a arma com Manga. Entre as testemunhas de defesa, estavam Daniel Filho, Chico Anísio e Grande Otelo.
De fato, o exame pericial de corpo de delito realizado em Dorinha dez dias após o crime constatou a existência de hematomas (manchas roxas) em seucorpo. O exame confirmou que as lesões haviam ocorrido, provavelmente, dez dias antes, isto é, no dia do crime. Como se vê, a versão da legítima defesa era plausível, não fosse o fato de Dorinha já ter contado outra história diferente quando foi interrogada na Polícia e em juízo. Mesmo assim, em novembro de 1983, ela acabou praticamente absolvida pelo Júri, por 7 votos a 0: foi condenada a um...
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