Resenha "batman e o cavaleiro das trevas" na perspectiva de kant

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  • Publicado : 8 de março de 2013
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Perspectiva moral kantiana sobre "Batman e o Cavaleiro das Trevas"

Na perspectiva kantiana, a corrupção é, em poucas linhas, a ausência da moral; máxima nao universalizável, portanto uma ação não permissível. Batman, em "O Cavaleiro das Trevas" luta contra tal, mas ao mesmo tempo em que esconde a verdade, adotando uma dupla identidade, com a simples intenção de deter o mal(o crime), econsequentemente, proporcionar um bem à‎ sociedade. Batman faz o que faz, por um bom motivo, mas ainda assim infringe as regras morais absolutas, nas quais a verdade deve sempre prevalecer, não importam as consequências.
Batman é confrontado não apenas fisicamente, mas também psicologicamente, por aquele que é um conjunto sarcástico de tudo o que o "heroi'' luta para deter, o Coringa. O vilão, jáagindo contra as regras morais absolutas que regem o dever, ainda poe em risco os alicerces dessa estrutura moral, ameaçando a existência daqueles que a constrói (seres racionais são a encarnação da moral em si, já que a mesma provém da razão), e os usando como um meio de atingir seus objetivos.
Mesmo que os objetivos do vilão fossem bons, no sentido de gerar boas consequências, ele jamais poderiausar como um meio, os seres humanos, cujo o valor está a cima de qualquer outro; a moralidade kantiana exige que tratemos as pessoas sempre como um fim e nunca apenas como um meio. Partindo de Kant mais uma vez, não devemos nem mesmo avaliar as consequências -- pois as ações morais são regidas pelo dever, e apenas pelo dever, sendo assim, absolutas, não importando as consequências.
Como foi dito,Batman tem a melhor das intenções, combater o crime. As intenções com as quais se pratica uma ação, é o que determina se a mesma possui valor moral. No entanto, a única intenção convergente com a moral, é aquela regida pelo dever. Compaixão, interesse, entre outros, criam uma obrigação hipotética, ou seja, uma ação dotada de condição. Sendo assim, quando desaparecem tais aspectos condicionais,desaparece também a capacidade de se praticar uma boa ação, como por exemplo, ajudar ao próximo. Porém, sob a perspectiva kantiana, a ação de ajudar ao próximo é uma obrigação moral, portanto absoluta, não depende das circunstancias ou de condições.
Batman age pelo dever. Por um lado se encontra na perfeição moral concebida por Kant, que ocorre quando adquirimos a moral através da liberdade --que para ele consiste na capacidade dos seres racionais de determinar suas próprias regras de comportamento. O próprio Batman atribuiu a si, o dever de combater o crime, sua obrigação absoluta em ajudar ao próximo. Mas então, porque por um lado, o Batman transgride as leis morais?
As leis morais devem ser absolutas. A verdade é uma lei moral, portanto absoluta, extremamente necessária. Batmanage contra a moral, porque esconde sua verdade, divida em duas identidades. Porém, ele não é o único dupla personalidade da trama. Como qualquer outro vilão do "homem morcego", o Duas-Caras é como um espelho dos medos e anseios do "heroi", e este, durante o longa, percebe a necessidade de escolher entre os dois lados da moeda: combater o crime, como Batman, ou viver um amor, como Bruce -- amor esse,cujo o alvo (a promotora Rachel Dawes) é, em certa parte da trama, a causa do surgimento do tal vilão que reflete essa questão.
O promotor Harvey Dent, antes de se tornar o Duas-Caras, é o meio de esperança da realização dos objetivos de Batman (que já não mais se considera capaz de proporcionar o bem à sociedade, que agora se vê dividida entre aceitá-lo como um heroi, ou como um vilão, já queele tem sido a causa do aparecimento daqueles que querem se vingar por meio do sofrimento da população) e do seu aliadao, o chefe de polícia, James Gordon. Tais objetivos se definem basicamente em combater o crime organizado na cidade de Gotham, e o promotor é escolhido para desempenhar essa função, por conter um histórico moral exemplar, algo que o Batman não encontrava em si.
Porém, em meio...
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