Renascimento

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  • Publicado : 8 de junho de 2012
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FLANDRES


Com o sistema feudal em decadência, surgiram novas técnicas de produção. Essas técnicas fizeram com que a mão-de-obra daquela época migrasse da agricultura para outras funções, como artesanato e comércio. Assim, o comércio foi ressurgindo em vários lugares da Europa Ocidental.
As principais cidades da rota comercial européia eram Veneza e Gênova, que devido a suaposição geográfica privilegiada, tornaram-se grandes centros urbanos e comerciais.
Na região norte da Europa, o comércio era controlado pela Liga Hanseática, uma associação comercial de mais de 80 cidades. Com sede em Lübeck, essa associação comercial comercializava principalmente, madeira, peixes, tecidos, cereais, ferro e cobre. A região de Flandres também era outro importante centro comercial, quese destacava pelos seus produtos.
Com a expansão comercial em toda a Europa Ocidental, foram estabelecidas também, rotas comerciais, sendo que a principal liga as cidades da Itália à Flandres, passando pela França. Nessas rotas, grandes feiras eram estabelecidas, como a da região de Champagne, Flandres e Frankfurt. O renascimento comercial da Europa Ocidental fez com que a circulação dedinheiro e a economia das regiões crescessem, ocasionando também, o florescimento das cidades.
O renascimento flamengo esteve muito ligado ao desenvolvimento da pintura. Suas maiores preocupações eram a pesquisa dos materiais, o aprimoramento técnico e o esforço de fazer representações que parecessem naturais. Foram os artistas flamengos que introduziram a técnica da tinta a óleo, iniciarama pesquisa sobre perspectiva linear, inventaram a perspectiva aérea e desenvolveram os efeitos de cor, luz e brilho.
Temas urbanos, o interior das residências, das oficinas, palácios e templos eram os preferidos pelos pintores. Como em nenhum outro lugar, a pintura flamenga representa com autenticidade e crueza as disparidades sociais, mostrando o povo simples ao lado dos personagenssofisticados. O mesmo realismo que projeta os detalhes do luxo ressalta a dura opressão da miséria, da fome e do desamparo.
Jan van Eyck
O pintor flamengo Jan van Eyck foi o fundador da pintura renascentista em Flandres e na Holanda. Seu estilo é uma síntese do naturalismo dos irmãos Limbourg, mais as inovações no uso da luz, feitas por outro pintor, Robert Campin, conhecido como omestre de Flémalle.
Van Eyck combina, com talento e habilidade, um estilo que é o contraponto da arte que Masaccio realiza na Itália pela mesma época.
     Sua obra O cordeiro místico – terminada em San Bavón, Gante, no ano de 1432 – é uma das mais extraordinárias obras do Renascimento. Constam de duas alas, pintadas dos dois lados, dispostas em dois níveis, as quais se abrem paramostrar o quadro central. Provavelmente foi realizado, em parte, com a ajuda de seu irmão Hubert van Eyck.
Nessa obra, a parte central do piso inferior contém a Adoração do Cordeiro, com fileiras de figuras colocadas sobre uma paisagem articulada, que representa claramente o Paraíso. Na parte superior se acha a figura do Deus-Pai entronizado, coroado como um Papa, com tiara, e ladeado pelaVirgem Maria e São João Batista.
Van Eyck se coloca a si mesmo nesta obra como um atento observador do mundo visual. Quase que por intuição, concebe o sistema de perspectiva linear e usa com economia a perspectiva aérea em algumas partes da paisagem de fundo.
Van Eyck esteve, também, consciente da atração no espectador dos elementos da natureza morta e integrou numerosos detalhes nacomplexa iconografia de suas obras.
O que marca a diferença de sua arte, bem como da arte do final do Século 15 no Norte da Europa, comparando-a com a de seus contemporâneos italianos, é a completa ausência de referências à antigüidade clássica.
Já em meados do Século 15, um estudioso italiano considerou Van Eyck como o pintor mais significativo de sua época. Seu famoso retrato...
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