Rem koolhaas casa da musica

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  • Publicado : 16 de maio de 2012
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Rem Koolhaas
Rem Koolhaas iniciou seus estudos em cinema. Percebeu que a estaticidade da arquitetura não correspondia ao universo contemporâneo. Transferiu os mecanismos do cinema e questões como a imaterialidade começam a ser estudadas. Aprofundando seus estudos, identifica que as grandes cidades são fruto da pressão econômica e à força esmagadora do Capitalismo desenfreado.
A análise real (darealidade), é incorporada na sua inquietação projetual com a utilização de diagramas. O inicio do processo projetual é a coleta de dados importantes, quase uma análise econômica, referente a espaço destinado a cada etapa do programa, fluxo existente, etc. A coleta de dados que serviu como base é superada posteriormente na flexibilidade total que Koolhaas tenta implantar nos edifícios. A relaçãoforma-função é encarada como algo sútil e adaptável. A forma éa estaticidade imagética, impressão que o edifício passa ao cidadão. A função, por outro lado trata de se adaptar, identifica e lida com o limite espacial. É fluida e temporária
O resultado formal das obras de Koolhaas é obtido com o abandono das linguagens e normas convencionais, atendendo apenas às forças do mundo contemporâneo:Tecnologia e economia. Dominador e estudioso do sistema capitalista, RK ainda defende a adoção de edifícios abertos e imprecisos, se apropriando mais da questão do programa distribuído pelo corte. Assim, os edifícios de seu escritório atendem à demanda e tornam-se úteis tanto em Nova York, Holanda e Hong Kong do mesmo modo. CONTEINERS GENÉRICOS com forma iconográfica, borrada, lida como resultado de umdistanciamento onde só se leem as impressões inatas do edifício.
A questão da escala ainda é interessante. Baseando-se primariamente no programa, o projeto é fruto de um estudo aprofundado de acerto de escala do objeto (S.M.L.XL), tornando o contexto dispensável.
Casa da Música.
A primeira imagem da obra é a de um Meteoro de concreto branco, de escala extremamente superior e chocante emrelação aos edifícios históricos implatados à margem da praça localizada no centro da cidade do Porto, Portugal. Tem em sua base uma praça ondulada com forma de manto que liga os diferentes pontos e alturas do terreno pré-existente, preparando o pedestre para o edifício e, ainda mais servindo como base para a obra, destacando-a do chão e para as retinas. É a repetição da mesma estratégia de Rafael Moneono projeto do Kursaal: Criação de base para suportar os volumes > Pedestal + Escultura.
O objeto multifacetado atirado em meio ao centro histórico, resultado de um diagrama de formas definindo cheios e vazios distinto do habitual genérico de koolhaas, tem como única forma de diálogo com o contexto a relação de contraste, mas gera a partir do CHOQUE, a possibilidade da memória tornar-se oreflexo de um passado saudosista, enquanto uma obra mimética e respeitosa insistiria em manter a memória ativa, presente, não abrindo o centro para o contemporâneo.
Neste momento de decisão, RK defende que: “o pesado fardo da contextualização é algo totalmente superficial e subjetivo (...)” no qual o arquiteto elege as questões existentes a serem trabalhadas e as supera no processo projetual.
Quanto aresponsabilidade urbana, Ao mesmo tempo em que objetos autônomos e imagéticos parecem de antemão condenados à inquisição, objetos extrovertidos associados a vazios públicos ou semipúblicos parecem ser suficientes para a reabilitação e legitimação do rótulo “urbanas” de certas arquiteturas e redenção de alguns arquitetos. Na Casa da Música o que ocorre é o híbrido entre as duas teorias. Não hácomo discutir a introversão do volume lapidado e concebido sem nenhuma referência ao exitente, porém, o extremo cuidado e o desenvolvimento do programa pelo escritório, faz com que o objeto torne-se um exercício crítico e alternativo, complementando as condições do espaço urbano atual e inserindo-se neste meio. Poderia essa arquitetura oscilar entre um apelo imagético acintosamente autônomo e...
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