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ENSINOS ESPIRITUALISTAS
W. STAINTON MOSES
PREFÁCIO DA EDIÇAO COMEMORATIVA
Esta edição de "Ensinos Espiritualistas" é publicada pelos membros do
Conselho da Aliança Espiritualista de Londres, como lembrança afetuosa do
seu amigo, W. Stainton Moses, ao qual a Aliança deve a sua existência. Foi
seu primeiro e único presidente desde a fundação, em 1884, até 5 de setembro
de 1892, época da suamorte.
- Desejosos de provar amizade respeitosa àquele com quem tiveram o
prazer e o privilégio de cooperar na obra que lhe era tão cara, e que ocupara
grande lugar em sua vida trabalhosa, os membros do Conselho resolveram que
o testemunho mais apropriado ao seu mérito e ao valor dos seus trabalhos
seria a reedição do livro que ele próprio considerava a mais útil, em geral, das
suaspublicações. - As outras, sem dúvida, têm cada qual um interesse especial
que lhes é próprio, mas os "Ensinos Espiritualistas", representando as lutas de
um espírito robusto contra uma nova ordem de pensamentos, sua aceitação
gradual de uma verdade a princípio suspeitada de heresia, possuirão sempre
um encanto particular para aqueles, aliás, numerosos nesses dias de audácia
intelectual, que suportamimpacientemente as velhas crenças e se esforçam
por obter uma liberdade maior e uma luz mais nítida. - O Conselho, por
conseqüência, acredita que a reimpressão de "Ensinos Espiritualistas" será
acolhida com satisfação.
Assinado, pelo Conselho da Aliança Espiritualista de Londres.
E. Dawsox Rogers
Presidente
NOTICIA BIOGRÁFICA
William Stainton nasceu a 5 de novembro de 1839, em Domington,Lincolnshire.
Seu pai, William Moses, era reitor da Escola de Gramática, e sua mãe, do
mesmo condado, era filha de Tomas Stainton, d'Alford. O jovem William
começou os estudos sob a direção doe seu pai e foi em seguida confiado a um
professor particular que, maravilhado pelas suas aptidões, se empenhou

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ardentemente com W. Moses para enviar o filho a uma escola pública. Em
1855, William,entrou para a Escola de Gramática de Bedford; os três anos
que ali passou proporcionaram-lhe os mais lisonjeiros elogios e testemunhos
dos seus mestres, encantados por notar que as suas brilhantes faculdades se
achavam aliado um inalterável sentimento do dever. William deixou a Escola
depois de ter ganhado inúmeros prêmios e obtido uma das duas bolsas
fundadas em favor desseestabelecimento.
De Bedford, Stainton Moses entrou para o Exeter College, Oxford, no
começo da época de São Miguel, em 1858. A sua vida de estudante foi toda
digna da vida escolar, e os professores tinham nele as maiores esperanças,
quando as forças lhe faltaram, pois o excesso de trabalho o fez adoecer mesmo
na véspera do dia em que devia fazer o último exame.
Na convalescença mandaram-no viajar. Quase umano consagrou ele a
percorrer o continente com amigos e, na volta, passou seis meses no velho
mosteiro grego do monte Atos. A curiosidade e sobretudo uma grande
necessidade de meditação e de insulamento o obrigaram a ficar por muito
tempo nesse convento. Alguns anos depois, Imperator, seu guia espiritual,
cientificou-o de que, desde essa época, estava ele sendo influenciado por
amigosinvisíveis, que o haviam dirigido para o monte Atos com o fim de
ajudar a sua educação espiritual.
Aos 23 anos Stainton Moses voltou para Oxford, e aí, recebendo o
diploma, deixou a Universidade em 1863. A sua saúde, posto que muito
melhor, não se achava todavia bastante vigorosa. O médico aconselhou-lhe a
vida do campo, o que o induziu a aceitar um curato em Maughold, perto de
Ramsey, ilha deMan, onde permaneceu quase cinco anos substituindo o reitor
que, por idoso e enfermo, não podia mais exercer as suas funções, assumindo
Moses tarefa dupla. Uma epidemia de varíola que se manifestou pôs em relevo
os recursos do coração e a intrepidez do caráter de Stainton Moses. Como não
houvesse médico no distrito, o jovem pastor, que tinha alguns conhecimentos
de medicina, tratou dos...