Relação entre preconceito linguístico e desigualdade social

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Há relação entre preconceito linguístico e desigualdade social? No Brasil é comum associar o baixo nível de escolaridade com o “ falar “ errado, ou seja, se não tenho um nível de escolaridade alto, logo não sei “falar”. As classes mais baixas são as mais afetas, pois o fato de não ter um poder aquisitivo alto os tornam como os “ ignorantes, os que não sabem falar “. O que não se deve associar é o fato que, língua falada e língua escrita são diferentes. Não existe o falar errado, existe o escrever fora da normativa. O fato de saber a norma culta da língua não quer dizer que terá uma ascensão social, pois isso não será o único fator. Muitos que a dominam podem estar nas classes mais baixas, como os que estão nas classes mais altas não tem conhecimento algum da norma culta. Nossa realidade se pregou o mito que o pobre fala errado e o rico o correto. O preconceito linguístico e a desigualdade social estão altamente relacionados pois já está impregnado que o saber falar/escrever correto está ligado apenas aos que possuem um bom poder aquisitivo. Pensamento totalmente errado, Patativa do Assaré por exemplo, foi um grande escritor e não teve um alto nível de escolaridade e mesmo assim conseguiu se inserir no mundo cultural com seus livros e poemas. Em contra partida há algumas pessoas da periferia que mesmo sem ter um nível de escolaridade são altamente julgadas pela forma de falar, e seus dialetos são ditos como errado. Sabemos que existem inúmeras variações linguísticas, e essas não podem se tornarem um preconceito linguísticos. Devemos dar aos excluídos a possibilidade de ascender socialmente por meio da educação e nisso tentar amenizar a desigualdade social que existe em nosso país. Aluna: Maria Luiza Barros da

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