Relatorio psicologico casa de saude

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  • Publicado : 25 de abril de 2012
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1. APRESENTAÇÃO


Apresento este relatório que tem por objetivo apresentar as atividades extracurricular desenvolvidas na casa de Saúde São Pedro, durante o período de Agosto 2010 a Julho 2011 e orientado pela psicóloga da instituição, Marileide Maciel Machado (CRP n° 13/1824).

Com o intuito de descrever todas as atividades aplicadas durante todo o estagio extracurricular realizado pelaestagiaria , aluna do curso de psicologia do centro universitário de João Pessoa- UNIPE.

O presente relatório é dividido em quatro partes, na primeira encontra-se uma breve fundamentação teórica, na segunda parte há a descrição da instituição, na terceira parte encontra-se a descrição das atividades realizadas na instituição e por fim na ultima parte há as considerações finais a respeito dotrabalho realizado.































2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

O conceito atual de loucura, de acordo com Pessotti (1994), remete a um estado individual de perda da razão ou do controle emocional, independentemente dos significados sociais ou políticos atribuídos ao louco, pois ta is significados variam ao longo das épocas, de acordo com cada cultura.Na Antiguidade Clássica, a loucura fazia parte do cenário e linguagem comuns. Não tinha um significado médico ou especificamente psicológico. Nas obras de Homero, por exemplo, a loucura era considerada obra dos deuses, que interferiam sobre o pensamento e ação dos homens levando-os a se comportar de maneira bizarra. Já na Idade Média a loucura era identificada com a possessão diabólica. Nessasépocas, porém, o louco estava inserido na sociedade, gozando de certa liberdade. Segundo Rezende (1987), eles vagavam pelos campos e cidades e sobreviviam da caridade pública ou realizavam pequenos trabalhos. As famílias mais ricas mantinham seus loucos em casa, sob os cuidados de um assistente. Nestes momentos históricos a incapacidade para o trabalho não era motivo para exclusão, pois as atividadesrealizadas, agrícolas ou artesanais, dependiam objetivamente da resistência física de cada um.
De acordo com Rezende (1987), ao final do século XV, com o advento da manufatura e da divisão social do trabalho, o louco começa a perder sua “liberdade”, já que sua condição é incompatível com a subordinação ao processo de trabalho vigiado e organizado. Durante os séculos XVI e XVII e, principalmente oséculo XVIII, com a ascensão da burguesia e o advento do Iluminismo, a loucura passou a ser paulatinamente excluída do cenário social das cidades. Já no ano de 1509, Erasmo de Rotterdam, em seu livro “O Elogio da Loucura”, fazia uma sátira à ideologia nascente da revolução burguesa
que buscava construir uma nova idéia de homem cujas qualidades de parcimônia, contenção e razão eram fundamentais.Em sua obra, a Loucura é um personagem que se dirige aos homens:
Ainda que os homens tenham o hábito de manchar a minha
reputação, e eu saiba muito bem como sou malquisto entre os
tolos, tenho orgulho em vos dizer que esta Loucura é a única que
pode trazer alegria aos homens e aos deuses. [...] Sou sempre
igual a mim mesma, de tal forma que, se alguns dos meus
sequazes presumem não passarpor tais, disfarçando-se sob a
máscara e o nome de sábios, não serão eles mais do que macacos
vestidos de púrpura, do que burros vestidos com pele de leão.
(ROTTERDAM, 2002, p.15)
A partir do século XVI, empreendeu-se, na Europa, medidas públicas de repressão à mendicância e à ociosidade, o que incluía muitos dos loucos que viviam vagando pelas ruas. Tais repressões eram constituídas por surrasde chicote, colares de ferro asfixiando o pescoço, marcação no corpo com ferro em brasa e até morte, entre outras. As primeiras instituições criadas, as Casas de Correção e Hospitais Gerais destinavam-se a “limpar” as cidades. Elas mantinham presos os loucos, os ladrões, os leprosos, e não tinham qualquer
função curativa. Nestes locais, os loucos estavam à mercê de todo tipo de tortura. Até...
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