Relatório sobre o trabalho desenvolvido a partir da parte iv “ do reino das trevas”

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  • Publicado : 4 de outubro de 2011
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Relatório sobre o trabalho desenvolvido a partir da Parte IV “ Do Reino das Trevas”

A relação entre a Igreja, ou religião, e a influência exercida por ela sobre as sociedades ganham grande ênfase e uma análise aprofundada nos textos que compõe a IV parte da obra de Thomas Hobbes. 
“Do Reino das Trevas” revela uma série de fatores negativos ocasionados pelo uso perverso, através dos membros daIgreja, dessa relação e da má interpretação das escrituras, além de soluções que poderiam ser usadas pelo Estado para conter tais equívocos.
Segundo Hobbes a má interpretação das escrituras se dá devido à quatro erros: falta de conhecimento e estudo das escrituras; predomínio da demonologia; mescla das escrituras com a religião e crença filosófica grega; mescla das escrituras com discutíveistradições e falsas histórias. São quatro erros que favorecem e coincidem com o interesse do clérigo- e demais membros da instituição religiosa- em manipular os fiéis.
A tentativa de convencer os cristãos de que o Reino de Deus ainda se fazia presente e era, exatamente, a Igreja e os cristãos, é considerada pelo autor o principal abuso do uso das Escrituras. O trecho “Venha a nós o vosso reino”, daprece ensinada por Cristo, no entanto, confirma a idéia de que o Reino de Deus ainda não havia começado, desde aquele instituído pelo Ministério de Moisés que teve fim com a eleição de Saul, quando o próprio Povo Eleito pediu para ser governado por um Rei e não mais por Deus. Esse erro intencional de interpretação- dizer que o Reino de Deus já havia começado- fazia do Papa o vigário geral de Cristoe dava a ele, pouco a pouco, maior poder sobre a sociedade e, conseqüentemente, sobre as decisões do Estado.
Sendo o poder do Papa quase equivalente ao poder do Rei, ficava difícil para o povo distinguir a função de cada um e saber a quem obedecer. As Lei Canônicas, inicialmente aceitas de forma voluntárias pelos Príncipes Cristão, passaram a ser obrigatórias durante determinado período, o quemostra magnitude da influência papal sobre o próprio poder civil. A confusão gerada por esse quadro, na mente dos homens, tornou-se insustentável para alguns Imperadores que deixaram de considerar as Leis Cânones como leis.
O segundo abuso do mau uso das Escrituras analisado é a transformação de ritos de Consagração em encantamentos. Fazia-se acreditar que o pão e o vinho que se utilizava nasmissas eram, de fato, respectivamente o corpo e o sangue de Jesus como num passe de mágica, por exemplo. Dessa mesma forma aproveitava-se dos ritos (batismo, casamento, visitas aos enfermos, etc) para realizar alguns outros encantamentos que jamais foram mencionados ou ditos necessários, pelas Escrituras.
A idéia de vida eterna, morte eterna e segunda morte, como era apresentada pelos padres também évista como uma incorreta interpretação. A passagem “Então voltará o Pó a ser Pó como antes e o Espírito voltará a Deus que o deu.”pode significar que apenas Deus sabe o que acontece ao espírito após a morte e, não necessariamente que haveria uma vida eterna ao lado de Deus, de acordo com a teoria desenvolvida por Hobbes.
Sobre a demonologia, e outros vestígios da religião dos pagãos, o autordefende que tudo o que o ser humano imagina não remete a algo que realmente exista, são visões incorpóreas e correspondem a uma denominação geral: demônios. Esse conceito pode ser aplicado aos reis, na medida em que se valem do poder dessas imagens fictícias para persuadir uma sociedade inteira, e conseguir que suas vontades sejam realizadas.
Os reis fazem de tudo para serem temidos, como detentoresde um poder ilimitado, para o bem e para o mal. Com isso tem-se o controle sobre o medo, estabelecendo na sociedade o conceito de demonologia e, justificam essa atitude como algo necessário para garantir a Paz Pública, e a Obediência dos Súditos, evitando revoltas e garantindo o cumprimento das leis. 
Sobre a adoração das imagens, o autor diz que um ídolo não é nada, não passa de uma imagem,...
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