Relatório do filme a missão

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Relatório do filme “A Missão”

(Relatório do filme a missão para a disciplina de Antropologia e os estudo da cultura, levando em conta os temas de etnocentrismo e evolucionismo cultural)

Adriane Denise Fonseca Lopes

O filme A Missão (The Mission), data de 1986, foi dirigido por Roland Joffé, na Inglaterra. Esta contextualizado no século XVIII, nas novas colônias na América do Sul.
Elevai ter como foco a crise sofrida entre Portugal e a Companhia de Jesus, onde Portugal pretende, por questões políticas, ceder parte de seu território na América Latina para a Espanha (que trafica índios), parte esta onde está à tribo Guarani sobre proteção dos jesuítas. Porém antes de discorrermos mais a fundo o filme precisamos nos deter sobre o que foram os jesuítas.
A Companhia de Jesus foicriada em 1534 por Inácio de Loyola, tinha como objetivo barrar o crescimento do protestantismo, sua metodologia era o ensino religioso.
Esses jesuítas fizeram parte do processo de colonização da América, sua missão era catequisar os índios, convertendo-os em católicos. Nessa tarefa podemos ver que um forte caráter etnocêntrico, pois os jesuítas esperavam que os índios abrissem mão de suacrença, de seus costumes, para serem moldados de acordo com os padrões europeus, que seriam para eles os corretos. Eles viam os índios como seres inocentes, que precisavam ser ensinados o “modo certo de viver”, fazendo com que eles usassem roupas com padrões da Europa, aprendessem a ler e escrever, entre outros costumes.
Quando consideramos nossa etnia o centro de tudo, a mais correta, a que deveservir de padrão e ser seguida por todos os outros (como fizeram os jesuítas com seus costumes e sua religião), estamos sendo etnocêntricos.
Voltando para o filme, em uma passagem vemos um personagem que nunca teve contato com a tribo guarani julgando o fato de eles matarem seus filhos, como que fizesse parte de um ritual, algo que deveria ser visto como uma atitude não humana. Fazendo com que oPadre Gabriel tivesse-se que defende-los, explicando que eles matavam seu segundo filho porque precisavam estar sempre fugindo (dos próprios europeus que os caçavam) e não tinham como carregar mais de uma criança. Ou seja, isso não era um ritual primitivo e sim uma questão de sobrevivência que passava pela lógica. Vejamos então que a fala do primeiro personagem citado era uma distorção de umarealidade desconhecida por ele, manipulada de acordo com interesses próprios. Enquanto o Padre Gabriel, que passou algum tempo com os Guaranis, explicou tudo de forma relativista, dentro de um contexto que faria toda diferença para a atitude.
Assim podemos ver outra característica do etnocentrismo, ele é preconceituoso, pois fala de uma forma distorcida de uma cultura que só lhe é conhecida por ouvirfalar, que lhe é estranha, que ele entende os costumes como ofensivos. Quando não colocamos nossa cultura como referência e conseguimos pensar na formação cultural de um povo como algo que atende as suas necessidades e que tem um processo de formação próprio dele conseguimos uma visão relativista, não hierarquizada e que cabe em um contexto próprio. Ou seja, quando damos voz para o outro nos mostrarsua cultura, como fez o Padre Gabriel, conseguimos entende-la por seu próprio ângulo e não o nosso. Isso é ser relativista.
Outro ponto interessante é a evolução do personagem Rodrigo Mendonza, que inicia a trama como mercador de escravos, mata seu irmão por questões amorosa e como autopunição aceita ir em missão para a América com o Padre Gabriel. Ao longo do convívio com os índios ele começa acompreender, respeitar e tentar proteger a cultura deles. Assim vemos, que o que antes para ele não eram mais que mercadorias (escravos), agora, depois do convívio, já poderiam ser vistos como seres humanos, dotados de uma cultura que não era inferior a sua. Rodrigo Mendonza passa de uma posição etnocêntrica para uma relativista.
Vejamos também a mudança de mentalidade de acordo com...
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