Refluxo gastroesofagico

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REFLUXO GASTROESOFÁGICO

1. CONCEITOS:
a. Refluxo gastroesofágico (Rge): é o retorno involuntário repetitivo do conteúdo gástrico para o
esôfago. Este quadro pode ser classificado em primário ou secundário e ambos em não complicado
(Refluxo gastroesofágico – Rge) ou complicado (Doença do refluxo gastroesofágico – Drge). Assim:
i. Rge-Primário: Se deve a imaturidade do esfícnter esofágicoinferior e, é considerado
Fisiológico, em lactentes até o terceiro mês de vida, desde que não apresente complicações.
ii. Rge-Secundário: Quando ocorre por outras causas que não a deficiência do esfíncter
esofágico inferior. São exemplos os pacientes com encefalopatia crônica, hérnia hiatal grande,
após cirurgia de atresia do esôfago, alergia ao leite de vaca, esofagite péptica grave, esofagiteeosinofílica. Nessas situações, há comprometimento do peristaltismo esôfago-gástrico ou
alteração anatômica.
iii. Rge-Não complicado: Quando o quadro persite além do terceiro mês, porém, não surgem
complicações Doença do refluxo gastroesofágico (Drge): é a denominação usada
quando o Rge associa-se a complicações como: anemia, desnutrição, Irritabilidade, disfagia,
odinofagia, pirose,ruminação, halitose, otites, bronquites, pneumonias, apnéias, etc.
iv. Rge-Complicado ou doença do refluxo: quando, com ou sem regurgitação e ou
vômitos, apresenta-se com doença respiratória, esofagite, estenose, hemorragia, anemia,
desnutrição, ou falência em crescer.
Regurgitação: é a eliminação de conteúdo gástrico pela boca, sem esforço não precedido de náuseas.
Vômito: é a eliminação do conteúdogástrico geralmente precedido de náuseas e com esforço.
2. NOÇÕES MORFO-FUNCIONAIS: “A BARREIRA ANTI-REFLUXO”
a. Fatores esofágicos: São o ângulo de His, a roseta mucosa esôfago-gástrica, o peristaltismo
esofagiano, o segmento do esôfago intra-abdominal e o esfíncter esofágico inferior (EEI).
i. O EEI é um segmento de musculatura do esôfago terminal com tônus muscular basal elevado que
superaa pressão intra-gátrica em condições fisiológicas. O EEI aumenta em extensão com a
idade, assim tem 1cm ao nascer, 1,6 cm aos 2 anos e 2,4 cm no adulto.
ii. O EEI responde a estímulos de forma diferente do resto do esôfago:
1. Aumentam seu tônus: Gastrina, motilina, substância P, agonista alfa-adrenérgicos, beta
antagonistas adrenérgicos, agonista colinérgicosa, metoclopramida, domperidonaprostaglandina F2 alfa, cisaprida e proteínas alimentares.
2. Diminuem seu tônus: Secretina, colecistocinina, glucagon, peptídio inibidor gástrico,
peptídio intestinal vasoativo, óxido nítrico, progesterona, antagonistas alfa adrenégicos,
agonistas beta-adrenérgicos, antagonistas colinérgicos, serotonina, nitratos,
bloqueadores do canal do cálcio, teofilina morfina, meperidina, diazepanbarbitúricos,
chocolate, etanol, hortelã-pimenta.
3. Aumentam a freqüência dos relaxamentos transitórios: Colecistocinina, sumatriptam. Larginina
e gorduras alimentares.
4. Diminuem a freqüência dos relaxamentos transitórios: Inibidor da enzima óxido nítrico
sintetase, serotonina, morfina, loxiglumide, baclofen.
b. Fatores extra-esofágicos: Os pilares diafragmáticos (hiato esofágico) contraem-sefazendo um
mecanismo de pinça durante a tosse, inspiração profunda, e manobra de Valsalva; os músculos do cárdia
em forma de suspensório, os ligamentos freno-esofagianos, e o peristaltismo esofágico gástrico junto com a
competência do piloro.
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3. FISIOPATOLOGIA:
a. Da incompetência do esfíncter:
i. Relaxamentos transitórios (RT): Após cada deglutição ocorrem relaxamentos EEI que duram de 8
a10 segundos. Além da deglutição, eructação, náuseas e vômitos relaxam fisiologicamente o
EEI. Nos pacientes com refluxo existem quedas da pressão do EEI de 5 a 35 segundos não
relacionados com os eventos fisiológicos. Nesse período, a pressão intra-esofágica é superada
pela pressão intra-gástrica e ocorre RGE que freqüentemente associa-se a relaxamento dos
pilares diafragmáticos.
ii....
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