Reestruturação produtiva

388 palavras 2 páginas
Reestruturação produtiva, novas institucionalidades e negociação da flexibilidade.
Autora: Nadya Araújo Castro

As mudanças atuais no mundo do trabalho tem tido impactos profundos sobre a forma de regulação das relações entre os atores sociais, e esse impacto tem afetado tanto o mercado de trabalho quanto as empresas. Os direitos do trabalho passaram a ser afetados com o argumento de que se a produção era flexível, o trabalho também deveria ser. Surgem com isso, novas normas e instituições que regulamentarão o novo modelo: a reconstrução do imaginário (gerencial, sindical e social) e a gestão e generalização de novas normas que levam em consideração as relações entre os atores. Dois exemplos desse novo modelo são: os distritos industriais italianos ou as redes japonesas fundadas na produção flexível.
Características do modelo atual:
- Competição (deve-se sustentar em princípios de confiança e reciprocidade).
- Regulação estatal (a agencia se nutre da vitalidade de negociações).
- Sindicatos (mas aptos a negociar as condições de contratação). No Brasil, durante o período de Vargas, surgiu a força taylorista, mas não encontrava aqui os dois atores para a sua instauração: um empresariado e um operariado nativos. Por isso encontrou no aparelho do Estado o solo por propagar o novo modelo.
Weinstein afirma que no Brasil os industriais, engenheiros e educadores se identificaram com as novas correntes de pensamentos que visavam à organização racional e a gestão científica, e com isso foram legitimados como os construtores de um Brasil moderno. Nos anos 90 destacou-se no Brasil, a constituição de câmaras setoriais que tinham por foco de intervenção um complexo produtivo. Sentavam nessa câmara os produtores finais, os fornecedores e também o sindicato dos trabalhadores, todos eles visando o interesse da empresa. De fato surgiu no Brasil a possibilidade de uma esfera pública de negociação das relações de trabalho.
Surge nesse momento dois pontos críticos,

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